quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bom apetite (Bon appétit - 2009)

Postado por Hellen às 11:58 3 comentários
Hola queridos leitores.
Eu vos abandonei desde...AGOSTO. Por pura preguiça(vergoooonha). Fiquei com preguiça de falar dos livros que li, dos filmes que assisti e das séries que acompanhei. Na verdade meu segundo semestre de 2011 foi tão preguiçoso no quesito: assitir/ler que nem foram tantos assim. Mas eu gosto muito desse blog e não quero que ele suma, só quero que a preguiça maldita vá embora e que venham todas as forças para postar aqui.

Mas vamos ao assunto do post. Minhas férias começaram (aêêêêê) só que agora por um tempo meio indeterminado, eu finalmente me formei (é de novo, looong history) e estou aguardando o concurso que eu passei me chamar, até lá estou aqui com todo o tempo livre =). O que me leva a ficar procurando filmes na tv para matar o tempo, eu gosto de pegar filmes desconhecidos os quais eu nunca acharia por mim mesma mas quem sabe podem ser um boa surpresa. Às vezes são uma grande perda de tempo como anteceu com um tal de Rumer (um filme sobre um pneu com poderes telepáticos O.o), mas às vezes temos boas surpresas como aconteceu com Bom apetite.

Bom apetite conta a história de 3 amigos: Daniel, Hugo e Hannah que trabalham em um famoso restaurante em Zurique. O que já começa deixando ao filme super bonitinho são as cenas da cidade Suíça ao fundo e para ficar ainda mais "poético" eles são de 3 nacionalidades distintas.
Daniel é um chef espanhol, Hugo um chef italiano e Hannah uma sommelière alemã.
E assim o filme fica numa oscilação de idiomas muito legal.
Tudo começa com Daniel chegando ao novo restaurante nessa nova cidade onde irá conhecer Hugo, Hannah e Thomas, conhecendo suas histórias e se tornando íntimos de suas vidas. O filme não é uma Julia Child da vida mas você os vê preparando alguns pratos entre uma cena e outra, que me faz invejar pessoas que realmente sabem cozinhar, como a capacidade criar um jantar lindo utilizando biscoitos, ovos e BALA DE MENTA.
E enquanto isso eles vão descobrindo suas falhas e verdadeiros sentimentos. Ele é um drama, mas um drama levezinho que é bom de assistir. E para completar os personagens ainda fazem uma viagem pela Europa entre seus países de carro o que deixa o filme ainda mais bonito.
Se você gosta de romancezinhos/amigos e comida eu recomendo.





P.s: o principal idioma do filme é inglês, o que me dificultou em achar esse trailler porque eu só estava achando ou dublado em espanhol ou dublado em alemão. O que acho que faz perder a graça porque não tem muito da oscilação de idiomas que falei. Então me desculpem a legenda em espanhol mas foi o melhor que achei (e tá facinho de entender).

Nota:



sábado, 27 de agosto de 2011

Retrospectiva - Férias de "inverno" parte 1

Postado por Hellen às 10:50 3 comentários
Post atrasado 2 semanas, mas faz de conta que não hein.
Férias de meio de ano é aquele mês para você recompor suas energias para o próximo semestre. Você não faz nada de emocionante a não ser morgar, assistir filmes, séries e ler livros no maravilhoso mundo do seu quarto. Só que dessa vez a preguiça tava TÃO grande que o saldo não foi lá dos maiores, mas bora lá:


Séries: The Glee Project e Switched at Birth



Começando pela maior zebra do verão americano:



The Glee Project [encolhe a barriga Alex]


Ninguém dava nada em The Glee Project, eu não dava nem um bigbig em The Glee Project, mas tava de férias, é uma reality de música, a série passa no pior horário da semana inteira(domingo a noite). Então...por que não?

De uma maneira inexplicável, assim como você cai por acaso em The Glee Project acaba até gostando e seguindo até o fim. O programa começa com 12 participantes e um deles vai ser o novo integrante de Glee por 7 episódios. Só que a série consegue ter algo melhor do que a maioria desses reality shows de música que estamos acostumados: uma edição decente que faz você se envolver mais com os participantes, começando aquela coisa de "não suporto fulano e amo cicrano".Além disso The Glee Project virou o verdadeiro "samba do crioulo doido": Era Ryan Murphy e sua trupe sambando na cara da sociedade enquanto os participantes sambavam na cara do Ryan Murphy. A loucura era tanta que no meio você desiste de entender o que é que o Murphy quer.Juntando a loucura de Ryan Murphy, Zach (o coreógrafo que esculachava todo mundo), Roberth (o diretor de elenco que passava 24 horas sorrindo) e Nikki (a produtora musical e mais surtada que o Murphy, em uma semana ela te amava na outra você era o preguiçoso sem versatilidade que devia ir para berlinda) ainda tinhamos os participantes que variavam de gente que se achava o lixo "eu com certeza vou para os 3 piores hoje", a superegos de "eu nem sinto isso como uma competição não vi obstáculo nenhum até agora" "fulano só ganhou a prova porque eu deixei". Meus preferidos nesse meio eram Damian e Marissa. Mas como sempre para quem eu torço nessas coisas são eliminados, nem tava botando muitas fichas. Daí que Marissa foi logo a 6ª eliminada. E Damian foi a maior zebra dentro dessa zebra, sendo levado aos trancos e barrancos até o final, escapando da "morte" certa no 7° episódio em que seu BFF e broromance Cameron, resolveu dá na cara de Ryan Murphy e pedir pra sair, deixando o Murphy sem "chão, céu e ar". O senhor Murphy ficou tão desnorteado que acabou jogando o "MAS EU JÁ ESCOLHI VOCÊ PARA GANHAR, VOCÊ NÃO PODE IR EMBORA", não nessas palavras mas deu para entender[nota: o 7° episódio TODO é hilário, com o tema de sexuality não podia dá em outra coisa]. Mas Damian mesmo não sendo "o melhor ator, cantor...zzz" era o mais cativante e amor daquele grupo todo: TODO MUNDO AMAVA O DAMIAN e suas sobrancelhas dançantes.


Seduzindo a sociedade



Diante disso Ryan Murphy deu seu braço a torcer e chegamos a:




...Damian you also won the glee project



No final Ryan Murphy achou que era Natal e resolveu dá prêmio a todos os finalistas. Com The Glee Project aloprando do primeiro ao último episódio, mas não me arrependo de ter acompanhado. No fim das contas foi muito mais divertido do que eu imaginava rendendo altas risadas, e fora que os clips produzidos por episódios eram muito bem feitos. Meu favorito foi o Mashup de "Under pressure" com "Ice Ice Baby", ver os participantes se matando enquanto se afogavam, congelavam e engoliam raspadinhas foi awesome:




Switched at Birth






A série mais fofinha do verão americano, a que faz você ficar "owwwwn". Comecei a assistir depois por indicação da Nanda do wanna be nerd e agora super recomendo. SaB é sobre a vida de Daphne e Bay, duas garotas trocadas no nascimento. Bay é criada pela tradicional família rica, e Daphne é criada pela mãe latina solteira no subúrbio, além de Daphne ser surda. Quando a troca é descoberta as meninas já estão com 15 anos e as famílias tentam começar a conviver, para começarem a se conhecer. O fator diferente tratado na série é a surdez, e o legal é que não é feito de uma forma "coitadinho" que as novelas insistem em tratar qualquer deficiência. Daphne é uma surda muito bem resolvida e ainda tem o seu BFF Emmett que é a fofura mór da série. Emmett defende seu orgulho surdo de uma maneira ímpar, e o melhor é ver ele trollando pessoas babacas. Assiste gente. Até agora só tem 10 episódios, e quando terminar você vai querer aprender a língua de sinais. O único lado negativo é: esperar até 2012 para continuar =(.


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Desafio Clássico

Postado por Hellen às 10:38 1 comentários

Mais um desafio. Eu adoro essas coisas de desafiar meus limites =O (que acabo não cumprindo 99% das vezes =// - vide uma lista de livros a serem lidos em Julho de 2009 que foi abandonada na metade). Mas dessa vez vai ser diferente, afinal não depende eu ter que ficar sem comprar livros compulsivamente. A Bell do Nem um pouco épico lançou um desafio bem interessante para lermos mais clássicos. Confesso que sou traumatizada com clássicos, especialmente nacionais desde que fui obrigada a ler Jubiabá na escola, foi o suficiente para eu criar repulsas a livros de Jorge Amado e não seguir mais em frente nesta área *triste*.Mas se passaram quase 10 anos e já tá na hora eu largar minhas mágoas do passado e vencer barreiras...

Eu me encontraaaaaarei, vou vencer distâncias. Não fraquejaaaaaarei...♪


O desafio é o seguinte. Ler 6 livros clássicos em 1 ano. É um livro para cada 2 MESES. EU TENHO QUE CONSEGUIR. E você irá me acompanhar aqui, pois cada livro lido terá sua resenha aqui para que vocês vejam como eu "a pessoa traumatizada" consegui, você também consegue caro leitor.

Meus livros inscritos são:
O sonho de uma noite de verão - W. Shakespeare
Hamlet - William Shakespeare
Os sofrimentos do Jovem Werther - J. Wolfgang Goethe
Memorial de Aires - Machado de Assis
O Sol também se levanta - Ernest Hemingway
Senhora - José de Alencar

Não nessa ordem, mas na que a vontade bater. O importante é cumpri-la. Comecei por "O Sol também se levanta", em breve aqui no BTC (I hope).


domingo, 24 de julho de 2011

A Solidão dos números primos - La solitudine dei numeri primi (2008)

Postado por Hellen às 16:12 1 comentários
Mattia tinha estudado que entre os números primos existem alguns ainda mais especiais. Os matemáticos os chamam de primos gêmeos: são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase vizinhos, porque entre eles sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente.
Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos, mas não o bastante para se tocar de
verdade.







Dois infelizes acontecimentos na infância de Alice e Mattia acabaram definindo todo o resto de suas vidas. É incrível como qualquer coisa mais marcante que aconteça nessa fase da vida acaba nos definindo mais do que caso a mesma coisa aconteça em um momento em que estivermos um pouco mais velhos.
Alice odiava esquiar mas seu pai a obrigava, queria que ela fosse uma grande campeã. A única coisa que Alice ganhou foi uma deficiência em uma das pernas que a acompanhou pelo resto da vida. Mattia tem uma irmã gêmea, Michela. Mattia é um gênio, Michela está muito longe de qualquer genialidade.Ela tem uma deficiência e passa a maior parte do tempo "viajando" ou tendo "ataques" e por isso as outras crianças não gostam dela e a querem ver de longe, o que faz de Mattia seu protetor durante todo o tempo. Mas no dia em que Mattia resolve pensar mais em si mesmo, acaba ocorrendo o sumiço de Michela.
Mattia nunca se perdoou e Alice nunca perdoou o pai. Ele começou a repelir o mundo, se isolando de tudo e tendo alguns ataques suicidas cortando a própria mão. Ela começou a tentar a ser aceita por um mundo que só a repelia. Depois da infância trágica eles se conhecem na adolescência é neste momento em que começa o enredo dos dois mesmo. De uma forma engraçada que ninguém sabia explicar eles se completavam perfeitamente, mas sempre tinha uma barreira invisível que os impedia de se unirem que nem eles mesmo sabiam explicar. Durante o livro acompanhamos Alice e Mattia, seu encontros e desencontros até a vida adulta.
Não é propriamente uma história romântica, na verdade tá bem longe disso. É mais uma história da vida como ela é mesmo. A leitura é super tranquila. E se não engano é o primeiro livro italiano que eu leio (acho super válido que as editoras também procurem trazer livros que não sejam sempre os de língua inglesa). E no desenrolar da história nós encontramos aqueles típicos personagens que a gente convive ou já conviveu na nossa própria vida. Até os números primos gêmeos como Mattia e Alice(na verdade teve uma época que por conflitos internos eu mesma me sentia um deles). Isolados e tão deslocados de todo mundo que os circunda. O livro não tem nenhuma super reviravolta, mas ainda assim não fica cansativo com a leitura.
Antes de fazer o post descobri que teve o filme italiano ano passado. Vou procurar para assistir futuramente. Deixo aqui o trailler a quem interessar, mas só achei com legenda no português de Portugal,ou então se joga no italiano quem pode =).

Nota:

sábado, 16 de julho de 2011

O fim de uma saga...

Postado por Hellen às 07:45 6 comentários
Meu galeão de ouro =D .

É incrível o fato dessa camisa ainda caber em mim, ao que parece eu não cresci muito fisicamente nos últimos 10 anos =P. Hoje é um post diferente não é sobre um livro ou um filme, mas sobre uma série inteira. E não é um comentário sobre como cada livro ou cada filme desenrolaram sua história e sim como tudo de uma certa forma marcou a minha vida. Tem gente que acha um exagero tudo, e a maioria das pessoas nem sequer compreende mas a série dos 7 livros de Harry Potter mudaram muita coisa em mim. Só para começar quando eu comecei a lê-los eu era uma criança que não gostava de ler, achava tudo um saco e só lia aqueles livros piegas que a escola adotava porque valiam nota. Nunca tinham me dado uma história que me desse o magnífico prazer da leitura que tanta gente falava. Então eu me mudei de cidade, sai da minha antiga roça fluminense e vim parar em Salvador. Nova escola, novos amigos e todos eles liam a bendita série e eu pensei "por que não?". Fui na biblioteca
e peguei o único disponível que era o SEGUNDO. Pois é peguei a história com o bonde andando e ainda consegui amar logo de cara. Depois fui pegando os demais já lançados emprestados e me apaixonava cada vez mais. Quando chegou o Natal eu já tinha a minha ideia de presente, todos os livros já lançados. Anunciaram o filme e aí pronto a excitação foi as alturas. A espera de anunciarem cada ator, a revolta com certas escolhas (que com o tempo conseguiram ser muito bem aceitas) e olhar cada ceninha, pirar com cada trailler e então ir ver o tão esperado filme. Paralelo a tudo isso ainda tinham os famosos fóruns, do que eu me lembre eu bem participava de uns 3 ao mesmo tempo, o mais famoso e o melhor de todos era o Potterish. Debatíamos loucamente sobre os possíveis futuros acontecimentos, e eu como não me aguentava esperar até o próximo livro começava a fazer as mais loucas pesquisas(lembro até hoje de uma vez em que eu e minhas anotações fomos no encalço da minha irmã mais velha até uma biblioteca na qual ela iria fazer um trabalho, e então pedi ao bibliotecário o dicionário de latim deles. Ele me olhou com a cara mais espantada do mundo perguntando onde eu estudava. Acho que até hoje ele pensa que os alunos do CMS são peritos em latim) .
Para mim tudo poderia ter um significado e influenciar na história futuramente, com o tempo já conhecia todos os corredores da escola, cada fantasma, cada elfo, cada detalhe de cada símbolo. De uma forma aquilo ali virou também uma parte de mim =). Meu quarto era composto por posteres e ainda hoje tenho minha "pasta HP" com todas as minha anotações, revistas, sacolas de compras personalizadas, recortes e álbuns (falando nisso fui ver que só não completei o primeiro álbum por falta da figurinha 54. Se alguém que lê isto aqui tiver favor entrar em contato XD). Com o tempo e os eventos eu conhecia mais gente não só por aqui através dos fóruns, mas também pessoalmente, algumas pessoas até hoje estão na minha vida. Eu sei que nenhuma outra série vai conseguir ter a mesma influência em mim, afinal foi essa que eu vi crescendo enquanto eu também crescia. Ela indiretamente me ensinou tanta coisa, sem nem mesmo precisar dizer diretamente (já reparam que é justamente aí onde nunca disseram "eu te amo" um ao outro é que você consegue até mesmo sentir o amor mútuo naquele trio? Vi isso no magnífico tumblr e achei a coisa mais linda*_*). Ter terminado tudo ontem é meio...estranho e triste. Depois de um pouco mais de 10 anos, é como se eles estivessem "ao meu lado" a mais tempo do que mais da metade das pessoas que eu conheço hoje. Mas tudo tem um fim, então eu procuro ficar feliz por ele ao menos ter existido e feito parte da minha vida =´).



Draco dormiens nunquam titillanduns


sábado, 25 de junho de 2011

Em chamas - Catching Fire (2009)

Postado por Hellen às 16:40 1 comentários
ATENÇÃO: Se você não leu Jogos Vorazes e não quer spoilers do primeiro livro, nem leia.

O que eu posso começar dizendo de "Em Chamas" é leiam. Eu nunca fiz qualquer comentário sobre "Jogos Vorazes", que é o primeiro livro da série. Mas se vocês estiverem interessados em ver opiniões de leitores blogs é o que não falta. Eu indico a resenha da Kari, do Kariread , ela já diz muita coisa de "porque" você deveria começar a série.
Agora indo direto ao ponto de "Em Chamas", acho que um motivo para eu ter gostado mais ainda deste do que de Jogos vorazes é porque começa a envolver a parte política. Está mais explícita aquela parte manipuladora dos governos que vemos em livros futuristas como no "Admirável mundo novo", não exatamente da mesma forma, mas é sempre aquele futuro em que o governo te ludibria de viver em uma vida perfeita quando você faz parte daquela massa que detêm conhecimento, dinheiro e "poder". Enquanto os mais desfavorecidos que se lasquem para manter seu padrão de vida, mas você nem percebe porque é ignorante ou porque você não se importa mesmo. O que tem de novo na série (além dos jogos "carnificina das crianças") é que o lado desfavorecido é o da nossa protagonista Katinss. Ela vive a miséria em quase toda sua vida, então para ela entender esses luxos e desperdícios que nós (sim nós) estamos acostumados é uma coisa impossível. Mas esse não é o foco principal do livro. O que se passa a essa altura em Panem é que após a vitória inesperada de dois participantes na 74ª edição dos Jogos Vorazes, a Capital ficou virada na p**** e agora quer que Katinss dê um jeito na sujeirada que ela fez. Ao que tudo indica o ato de utilizar as amoras envenenadas como um truque de mestre no final dos últimos jogos vorazes foi um sinal de rebeldia, pois Katinss dizia a Capital "ou vocês tem dois vencedores ou não tem nenhum". E no fim ela ainda saiu vitoriosa, uma adolescente mal alimentada do distrito mais ferrado de todos desafia a Capital e ainda sai ilesa. Isso tudo leva os demais distritos a pensar em levantes contra a Capital mostrando que eles não são tão fortes quanto eles pensam. É nessa que o presidente Snow entra em cena e dá o aviso a Katinss de ou ela conserta essa bagunça toda convencendo ao mundo que o que ela fez foi o ato de uma adolescente cega de amor ou aqueles que ela ama vão pagar com suas vidas. A Capital não ia mesmo deixar isso passar assim fácil e muitas surpresas esperam por Katinss na 75ª edição dos Jogos Vorazes, dos quais ela devia ser mentora.Mas eu não vou falar muita coisa se não eu jogo spoiler e acabo com as surpresas do livro.
O que eu posso dizer é que para mim era tudo muito inesperado e bem projetado, até a arena desse ano faz a arena da 74ª edição ficar no chinelo. Eu tinha uma verdadeira montanha russa de emoções durante a leitura: uma hora eu ria que não me aguentava e na outra estava quase em lágrimas. Uma outra observação importante é que os livros são todos descritos na 1ª pessoa por uma adolescente, não é uma adolescente chata e mimada, mas não deixa de ser uma adolescente. Então muitas decisões e ações inesperadas da Katinss são tomados com ela pensando em si e em quem ela ama. Ela acaba sendo o símbolo de uma rebelião por algo que ela fez, mesmo que ela não estivesse pensando em uma rebelião quando causou este frisson todo, mas em dizer que ela não é uma peça de um jogo em que eles mudam as regras a seu favor quando decidem. Que ela é mais do que uma diversão à Capital e que pode virar o jogo a seu favor se ela quiser.


Nota:

P.s: se puderem leiam em inglês porque essa tradução ficou terrível. Tem horas que você tem que voltar dezenas de vezes para entender o que eles queriam dizer u.u.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bravura Indômita

Postado por Hellen às 16:03 5 comentários
Eu sou uma blogeira vergonhosa, eu cheguei a ensaiar e até fiz um rascunho tosco de um parágrafo para "O amor e outras drogas", "Cisne Negro" e o "Discurso do rei". Mas a preguiça batia e a inspiração faltava até que deixei pra lá, mas digo que os três são muito válidos, interessantes e bons de maneiras totalmente diferentes. Mas agora vou falar do último filme que assisti no cinema "Bravura Indômita" (True Grit, 2010).

"You must pay for everything in this world, one way and another. There is nothing free except the grace of God."

Logo de começo digo que antes nada me chamava para assistir Bravura Indômita, porque a única coisa que ouvia falar era que se tratava de um remake de um filme de faroeste dos anos 60. O quanto isso me empolgava? Algo bem próximo de zero. Mas aí vi uma mini matéria destas que a tv faz para encher lingüiça e ele pareceu que no mínimo seria engraçadinho. Ainda juntou o fato de ter Matt Damon + sotaque sulista, que já estava eu "vumbora pro cinema". E agora já posso dizer que ele é muito mais que um remake engraçadinho de um faroeste dos anos 60.
Bravura Indômita
conta a história de Mattie Ross (Hailee Steinfield), uma menina de 14 anos que está em busca do desgraçado Tom Channey (Josh Brolin),que matou seu pai, para que seja feita vingança. Por isto ela
contrata o federal Reuben Rooster Cogburn (Jeff Bridges), que é um homem velho, caolho e bêbado. Junto a isso ainda temos o ranger texano LaBoeuf (Matt Damon♥♥) que entra nesta busca ao tal Tom. Mattie não é uma adolescente comum, ela é muito mais inteligente que isso. É uma grande negociadora que não deixa ninguém lhe fazer de idiota, conseguindo sempre o acordo que deseja com o poder de persuasão que nunca tive. Caso alguém tente passar a perna ela tem sempre o seu "I have a good lawer". E ainda é religiosa o que a faz se ver como instrumento de Deus para fazer justiça pela morte de seu pai, colocando citações bíblicas no filme que melhoram mais ainda a obra.

"ThoughI walk the valley of the shadow of death, the creator of all things watches over me."

Mattie é interpretada por Hailee Steinfield, que teve sua indicação muito digna ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, contudo não acredito muito que a academia dê a ela o prêmio, mesmo sendo muito seja merecido. A participação do federal Cogburn, sendo interpretado por Jeff Bridges (*muitos aplausos*), também é um dos grandes triunfos do filme. Ele é o principal responsável pela comicidade em meio a tragédia, afinal alguém que seja caolho, bêbado e com uma arma na mão pode parecer até parecer o cúmulo do trash, mas digo que foi o toque essencial para o humor da história. Para completar as gargalhadas temos diversas cenas "OF LOOOOL" que me fizeram contorcer de tanto rir, como o suposto "urso" andando de cavalo. E a forma como eles falavam os absurdos na maior naturalidade tornava tudo ainda melhor.

LOOOOOOOOOOOL

Como cereja do bolo ainda temos Matt Damon fazendo o ranger TEXANO (eu estranhamente tenho uma simpatia enorme pelo Texas e seu sotaque). La Beouf, que é seu personagem, parece ser o mais "centrado" do grupo. Ma também não deixa de lado suas piadinhas com relação ao federal e estarem carregando uma "pirralha" junto na missão.

Trio Ternurinha em busca de altas aventuras.

Assim Bravura Indômita se torna um ótimo filme com excelentes personagens, e atuações idens. Se ganha o Oscar? Na minha muito humilde opinião acho difícil a academia dar o Oscar para eles, no máximo vai para o Jeff Bridges, mas ainda aposto que o Colin Firth leva o prêmio. Segundo a Dai (my sis =D) para ela Bravura Indômita ganha sim, por questão de Nacionalismo americano pride, não vou mentir que se ganhar vou ficar feliz \=D/(só domingo mesmo para sabermos no que vai dar, façam suas apostas). Mas independente de Oscar é muito bom de assistir então corre pro cinema antes que saia de cartaz GOGOGO.





Nota:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Os homens que não amavam as mulheres

Postado por Hellen às 13:34 6 comentários
Primeiro quero justificar que minha sumida desta vez não foi culpa minha, mas sim do meu provedor de Internet que resolveu simplesmente dar pane e me abandonar durante dias.

O livro da vez é o grande policial "Os Homens que não amavam as mulheres" (Män som hatar kvinnor, Suécia) do Stieg Larsson. O livro começa com um dos protagonistas, Mikael Blomkvist, sendo acusado por escrever e publicar um artigo difamatório na sua revista (Millenium) no qual denunciava um criminoso de colarinho branco por utilizar o dinheiro público da Suécia a seu favor. A primeira parte do livro me fez crer que o livro inteiro se trataria de crimes econômicos, o que apesar de um pouco confuso para minha cabeça lenta e a maioriadas pessoas dizerem que acharam essa parte chata e lenta eu já estava me empolgando pacas. Mas então o livro dá uma reviravolta quando Mikael recebe um telefonema de um outro grande empresário, Henrik Vanger, para fazer a investigação de um crime que ocorreu há 37 anos: o desaparecimento de sua sobrinha Harriet Vanger, a qual ele criava como filha. Paralelo a esta apresentação de Mikael também conhecemos Lisbeth Salander que é a verdadeira definição do Girl Power. Lisbeth é uma jovem que trabalha em uma empresa de investigação, mas é considerada como mentalmente incapaz de cuidar das próprias finanças pelo governo pois eles a consideram um retardada. Entretanto na verdade Lisbeth é uma das personagens femininas mais inteligentes já descritas, odeia qualquer fdp que abuse de mulheres e faz justiça com suas próprias mãos. Com o desenrolar da história Mikael e Lisbeth se encontram envolvidos para desvendar o caso de Harriet, cujo os suspeitos são todos os integrantes da família Vanger. E como um bom policial com grande suspense a toda hora você passa por dicas que vão se encaixando a todo o momento e os fatos te levam a suspeitar de um familiar de cada vez. Até que as coisas se esclarecem em um final surpreendente. Para complementar o suspense ainda existe o envolvimento de nazistas pseudo-religiosos que usam passagens da bíblia como desculpas para seus atos o que enriquecem ainda mais o suspense todo. Com tudo isso Larsson consegue nos trazer o que deve ser um dos melhores suspenses do ano da última década. O livro é o primeiro de um trilogia, e infelizmente vou ter que esperar muito para ler os próximos dois, mas pelo que dizem por aí parece que consegue ser ainda melhor que o primeiro =DD.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Les enfants de Timpelbach (2008) - A cidade das Crianças

Postado por Hellen às 09:02 3 comentários

Na vila de Timpelbach, as crianças afrontam os adultos e todas as formas de autoridade. Impotentes, os adultos decidem abandonar a vila, deixando-os a imaginar que todos partiram numa viagem. Quando as crianças se dão conta de que não existe um só adulto na vila, eles tomam conta de tudo, fazendo suas próprias leis









Estava na minha morgação de férias no sábado quando minha irmã encontrou este filme passando TC Premium. Como não estava fazendo nada mesmo..."bora assistir". E o filme até que me surpreendeu. Baseado em um livro francês "Les enfants de Timpelbach" de 1937, escrito por Henry Winterfield (não achei uma tradução do livro em português =/, mas se alguém achar faz sinal aqui) conta a história das crianças de uma cidadezinha onde todos os adultos resolveram se mandar para lhes ensinar uma lição (maturidade mil), mas para completar tais adultos um tanto desprovidos de esperteza se perdem e assim as crianças começam a viver por si próprias. As crianças de Timpelbach criam então um plano estratégico de funcionamento e segurança da cidade, mas acabam também se dividindo em dois partidos. O dos rebeldes revolucionários e o dos que querem que as coisas realmente funcionem e o qual é liderado por uma garota, Marianne.

Oscar, o vilão. Vive la révolution.

As crianças revoltadas bebem, fumam e passam o dia na jogatina como se não houvesse amanhã. As que ainda querem manter a cidade em pé para que não morram de fome ficam com o trabalho pesado e ainda tomam conta das mais novas como se elas mesmas não fossem mais crianças. Apesar de ser um filme infantil e para crianças ele consegue prender a atenção com diversos detalhes e ainda tirar risadas. Mas o mais legal é o cenário, figurino, fotografia, as cores são simplemente lindas. Achei muito bem produzido para a classe de filmes protagonizado por crianças que costumo ver. E para completarl ainda é em francês. Assistam e assistam o original (o dublado para variar tem aquelas vozes fanhas ridiculas que costumam colocar em crianças), acabei o filme querendo falar francês imediatamente.

Old movies

Postado por Hellen às 03:38 3 comentários
Primeiro post do ano. Assunto: filmes. Eu notei que tem MUITO clássico que eu vergonhosamente NUNCA vi. E resolvi começar a frequentar esta sessão da locadora nas férias para tirar o atraso de eras. Esta semana foram 3 filmes: Cantando na Chuva ; Dirty Dancing; Casablanca.

Cantando na chuva (Singing in the rain, 1952).
Don Lockwood e Lina Lamont são dois astros do cinema mudo que, com a chegada do som, devem fazer a transição também em suas carreiras. Enquanto Don se sai muito bem, Lina se aproveita o quanto pode de Kathy Selden, uma jovem que sonha em ser atriz, mas tem que trabalhar como escrava dublando a péssima voz de Lina. Quando Don se apaixona por Kathy, decide fazer de tudo para que o talento da amada seja finalmente reconhecido.



Esse acabou se tornando um dos meus musicais favoritos (sisegura Hairspray). O musical conta de uma forma fofa e muito engraçada a transição do cinema mudo para o falado. Don e Lina que são os grandes astros do cinema atual se vem no grande entrave de começarem a simplesmente falar em cena. O que consegue ser um problema maior ainda por Lina ter uma voz terrível, tanto quando fala quanto quando canta. Aliás é quando canta que as coisas ficam ainda piores. O filme mostra como a procura por uma dicção se tornou o grande desespero dos atores da época junto as tentativas da indústria para conseguir colocar um efeito sonoro no mínimo digno. O que mais me cativou neste filme é a forma tragicômica como tudo é mostrado, além das danças serem realmente incríveis, os musicais que normalmente assisto tem mais canto do que um boa dança. E Cantando na Chuva consegue reunir os dois com maestria. É uma comédia, musical, com uma boa pitada de sarcasmo. Se não assistiu ainda corre pra locadora(ou faz download, compra no balaio das Americanas, mas assista) =D.

Nota:


Dirty Dancing (1987)

Frances Houseman, conhecida como Baby, está passando férias com a família num resort nos Catskill. Um dia ela descobre onde os funcionários do hotel se divertem e dançam, e acaba se apaixonando por Johnny, o instrutor de dança. Quando a parceira de dança de Johnny fica grávida, ao se envolver com um dos garçons, a parceira de Johnny pede para Baby dançar em seu lugar. Mas o pai de Baby, quando descobre, não aprova, pois considera que Johnny irresponsável, pois tem para si que Johnny engravidou sua parceira e lhe pediu que fizesse um aborto.

'cause I had the time of my life...

Não, eu nunca tinha assistido a esse filme. Mesmo tendo passado incontáveis vezes na Sessão da Tarde. Não me discriminem u.u. Pela sinopse ele parece até um dos piores filmes da face da Terra. Mas não é, eu juro. Até gostei bastante. Minha opinião de Dirty Dancing é que ele é mesmo uma boa Sessão da Tarde (o que é raro, a partir do momento em que estamos cercados de coisas como Poulie o papagaio). O filme ao mesmo tempo que consegue ser brega é...afetuoso. O contexto em si é meio sem sal, menina adolescente meio que rebelde sem causa se apaixona pelo bonitão dançarino e o pai é contra. Mas Patrick Swayze super ganha a causa 'bringing the sexy back nos brega anos 80. Além de ter o famoso salto que ninguém consegue fazer e insistem tentar (por favor não tentem isso em casa).

Nota:

Casablanca (1942)

Casablanca: fácil para entrar, mas muito difícil para sair, especialmente se o seu nome estiver na lista dos mais procurados pelos Nazistas. No topo desta lista está o líder da resistência Tcheca, Victor Lazslo cuja única esperança é Rick Blaine, uma americano cínico que não arrisca seu pescoço por ninguém...especialmente pela mulher de Victor,Ilsa, sua ex-amante que partiu seu coração. Então, quando Ilsa oferece a si mesma em troca de um transporte seguro para que Laszlo deixe o país, o amargo Rick deve decidir o que é mais importante - sua própria felicidade ou as incontáveis vidas que estão em jogo.





Vou logo dizendo que eu esperava mais de Casablanca. Aqui ao contrário de Dirty Dancing o contexto é bem interessante. Pessoas fugindo de nazistas em uma cidade do Marrocos, esperando, epserando...um finalmente visto para ir para Lisboa e de lá para o Novo Mundo (aka América). De início eu tava até gostando porque tinha simpatizado também com o protagonista, Rick. Mas aí aprece uma mocinha songamonga que descarrila a história toda. Ilsa é uma personagem sem graça que havia se apaixonado por ele em Paris, mas acabou o abandonando e agora não sabe o quer da vida. Mas ela não é uma indecisa legal e independente como Scarlett de ...E o vento levou. Ela é uma indecisa chata e parasita, que fica pedindo favor e dizendo que ama um e outro. Enfim Ilsa consegue fazer o bom filme que poderia ser Casablanca a um pouco tedioso e com um final of LOL.


We'll always have Paris.
Nota:

 

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