terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bravura Indômita

Postado por Hellen às 16:03 5 comentários
Eu sou uma blogeira vergonhosa, eu cheguei a ensaiar e até fiz um rascunho tosco de um parágrafo para "O amor e outras drogas", "Cisne Negro" e o "Discurso do rei". Mas a preguiça batia e a inspiração faltava até que deixei pra lá, mas digo que os três são muito válidos, interessantes e bons de maneiras totalmente diferentes. Mas agora vou falar do último filme que assisti no cinema "Bravura Indômita" (True Grit, 2010).

"You must pay for everything in this world, one way and another. There is nothing free except the grace of God."

Logo de começo digo que antes nada me chamava para assistir Bravura Indômita, porque a única coisa que ouvia falar era que se tratava de um remake de um filme de faroeste dos anos 60. O quanto isso me empolgava? Algo bem próximo de zero. Mas aí vi uma mini matéria destas que a tv faz para encher lingüiça e ele pareceu que no mínimo seria engraçadinho. Ainda juntou o fato de ter Matt Damon + sotaque sulista, que já estava eu "vumbora pro cinema". E agora já posso dizer que ele é muito mais que um remake engraçadinho de um faroeste dos anos 60.
Bravura Indômita
conta a história de Mattie Ross (Hailee Steinfield), uma menina de 14 anos que está em busca do desgraçado Tom Channey (Josh Brolin),que matou seu pai, para que seja feita vingança. Por isto ela
contrata o federal Reuben Rooster Cogburn (Jeff Bridges), que é um homem velho, caolho e bêbado. Junto a isso ainda temos o ranger texano LaBoeuf (Matt Damon♥♥) que entra nesta busca ao tal Tom. Mattie não é uma adolescente comum, ela é muito mais inteligente que isso. É uma grande negociadora que não deixa ninguém lhe fazer de idiota, conseguindo sempre o acordo que deseja com o poder de persuasão que nunca tive. Caso alguém tente passar a perna ela tem sempre o seu "I have a good lawer". E ainda é religiosa o que a faz se ver como instrumento de Deus para fazer justiça pela morte de seu pai, colocando citações bíblicas no filme que melhoram mais ainda a obra.

"ThoughI walk the valley of the shadow of death, the creator of all things watches over me."

Mattie é interpretada por Hailee Steinfield, que teve sua indicação muito digna ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, contudo não acredito muito que a academia dê a ela o prêmio, mesmo sendo muito seja merecido. A participação do federal Cogburn, sendo interpretado por Jeff Bridges (*muitos aplausos*), também é um dos grandes triunfos do filme. Ele é o principal responsável pela comicidade em meio a tragédia, afinal alguém que seja caolho, bêbado e com uma arma na mão pode parecer até parecer o cúmulo do trash, mas digo que foi o toque essencial para o humor da história. Para completar as gargalhadas temos diversas cenas "OF LOOOOL" que me fizeram contorcer de tanto rir, como o suposto "urso" andando de cavalo. E a forma como eles falavam os absurdos na maior naturalidade tornava tudo ainda melhor.

LOOOOOOOOOOOL

Como cereja do bolo ainda temos Matt Damon fazendo o ranger TEXANO (eu estranhamente tenho uma simpatia enorme pelo Texas e seu sotaque). La Beouf, que é seu personagem, parece ser o mais "centrado" do grupo. Ma também não deixa de lado suas piadinhas com relação ao federal e estarem carregando uma "pirralha" junto na missão.

Trio Ternurinha em busca de altas aventuras.

Assim Bravura Indômita se torna um ótimo filme com excelentes personagens, e atuações idens. Se ganha o Oscar? Na minha muito humilde opinião acho difícil a academia dar o Oscar para eles, no máximo vai para o Jeff Bridges, mas ainda aposto que o Colin Firth leva o prêmio. Segundo a Dai (my sis =D) para ela Bravura Indômita ganha sim, por questão de Nacionalismo americano pride, não vou mentir que se ganhar vou ficar feliz \=D/(só domingo mesmo para sabermos no que vai dar, façam suas apostas). Mas independente de Oscar é muito bom de assistir então corre pro cinema antes que saia de cartaz GOGOGO.





Nota:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Os homens que não amavam as mulheres

Postado por Hellen às 13:34 6 comentários
Primeiro quero justificar que minha sumida desta vez não foi culpa minha, mas sim do meu provedor de Internet que resolveu simplesmente dar pane e me abandonar durante dias.

O livro da vez é o grande policial "Os Homens que não amavam as mulheres" (Män som hatar kvinnor, Suécia) do Stieg Larsson. O livro começa com um dos protagonistas, Mikael Blomkvist, sendo acusado por escrever e publicar um artigo difamatório na sua revista (Millenium) no qual denunciava um criminoso de colarinho branco por utilizar o dinheiro público da Suécia a seu favor. A primeira parte do livro me fez crer que o livro inteiro se trataria de crimes econômicos, o que apesar de um pouco confuso para minha cabeça lenta e a maioriadas pessoas dizerem que acharam essa parte chata e lenta eu já estava me empolgando pacas. Mas então o livro dá uma reviravolta quando Mikael recebe um telefonema de um outro grande empresário, Henrik Vanger, para fazer a investigação de um crime que ocorreu há 37 anos: o desaparecimento de sua sobrinha Harriet Vanger, a qual ele criava como filha. Paralelo a esta apresentação de Mikael também conhecemos Lisbeth Salander que é a verdadeira definição do Girl Power. Lisbeth é uma jovem que trabalha em uma empresa de investigação, mas é considerada como mentalmente incapaz de cuidar das próprias finanças pelo governo pois eles a consideram um retardada. Entretanto na verdade Lisbeth é uma das personagens femininas mais inteligentes já descritas, odeia qualquer fdp que abuse de mulheres e faz justiça com suas próprias mãos. Com o desenrolar da história Mikael e Lisbeth se encontram envolvidos para desvendar o caso de Harriet, cujo os suspeitos são todos os integrantes da família Vanger. E como um bom policial com grande suspense a toda hora você passa por dicas que vão se encaixando a todo o momento e os fatos te levam a suspeitar de um familiar de cada vez. Até que as coisas se esclarecem em um final surpreendente. Para complementar o suspense ainda existe o envolvimento de nazistas pseudo-religiosos que usam passagens da bíblia como desculpas para seus atos o que enriquecem ainda mais o suspense todo. Com tudo isso Larsson consegue nos trazer o que deve ser um dos melhores suspenses do ano da última década. O livro é o primeiro de um trilogia, e infelizmente vou ter que esperar muito para ler os próximos dois, mas pelo que dizem por aí parece que consegue ser ainda melhor que o primeiro =DD.
 

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