domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Apanhador no Campo de Centeio

Postado por Hellen às 05:19 6 comentários
O apanhador no campo de centeio (The catcher in the rye) é um livro que curiosamente caiu na minha lista de livros para ler, sabe aquelas vontades que vem do nada? Pois é eu estava na bienal em 2003, tinha 15 anos na época, e me veio aquela vontade estranha de que eu tinha que ler aquele livro, não sabia nem do que ele falava mas queria ler. Fui começar a procurar ele por lá, mas em todo e qualquer lugar ele era 50 reias, então deixei para depois. Nesse "depois" se passaram seis anos, o autor do livro morreu, então eu finalmente comprei o livro.
O livro foi lançado pela primeira vez em 1945-1946 no formato de revista, em 1951 ele tomou o formato de livro que nós conhecemos. O apanhador no campo de centeio apesar de ser um clássico consegue ser bem diferente da maioria dos clássicos antigos que nós estamos costumados a ver. O livro é todo narrado verbalmente por um adolescente de 16 anos, Holden Caufield, ou seja nada de linguagem rebuscada mas gírias para dar e vender, toda hora você vai se deparar com um no duro, pra chuchu ou coisa que o valha. No livro todo, senão me engano, só se passam uns 3 dias que antecedem o natal na vida de Holden. Holden estuda em um renomado internato, acabou de ser expulso devido as péssimas notas, seus pais têm uma boa posição social e moram em Nova Iorque com sua irmãzinha.O nosso protagonista aqui parece só mais um garoto revoltado, mas com a leitura você vai vendo que é algo muito mais profundo do que simples rebeldia adolescente. Holden aos 13 anos teve uma das maiores perdas de sua vida, perdeu seu irmão e melhor amigo Allie. Mas Allie era tão feliz com todo mundo e Holden gostava tanto dele, que para mim ficou parecendo que a principal razão para Holden achar todo mundo cretino era porque para ele ninguém era tão bom quanto o Allie. Toda tragetória desses dias na vida de Holden mostram para nós fatos profundos mas narrados com simplicidade. Eu adorava, e até me identificava, com algumas visões que ele tinha das coisas: como nós nunca vamos estar iguais mesmo que só se passe uma semana e sejamos simplesmente crianças primárias, como nunca "depois" vai ser a mesma coisa do que se fizermos agora, e como tem tanto cretino que sai impune nesse mundo. Holden pode no momento está detestando metade do mundo mas quando ele fala das pessoas que ele gosta em especial sua irmãzinha Phoebe, e da garota que ele gostava Jane você acha ele uma pessoa super amable no jeito em que ele ama coisas simples nelas, como da Phoebe ficar girando no carrosel e da Jane nunca querer usar as damas. O apanhador no campo de centeio é isso, nos mostra com simplicidade a profundidade das coisas simples da vida. Leiam, no duro.

Nota:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Percy Jackson - O ladrão de raios (livro, filme)

Postado por Hellen às 08:09 5 comentários
Ontem eu assisti PJ no cinema e com certeza não é nem longe para um miopevesgo a mesma coisa que o livro, mas o que mais nós poderiamos esperar do nosso "amado" Chris Columbus não é mesmo minha gente? Mas o filme fica para depois vou começar resenhando do livro.



Eu sou uma pessoa apaixonada por mitologia grega desde que tinha 9 anos e fui no cinema assistir Hércules. Era so pirra mas aquilo tinha me encantado tanto que era uma das poucas coisas que eu gostava de estudar em história. Agora 12 anos depois eu sou apresentada a esse livro, juro que fiquei com um pé atrás no início mas depois que você começa você fica presa até final. O Ladrão de raios conta o início da saga de Percy Jackson, um menino de 12 anos com dislexia e déficit de atenção, que não consegue ficar em uma escola por mais de um ano sem ser expulso, que nunca conheceu o pai, e que mora em um apt em NY com a mãe e o padastro que fede pra burro e tem nível de educação zero. A vida de Percy é essa "maravilha" até coisas estranhas acontecerem como a professora virar um monstro e tentar atacá-lo ou ser perseguido por um minotauro que transforma sua mãe em pó. Agora o único lugar seguro para Percy é o acampamento meio sangue, porque parece que seu pai era um deus e agora todo o povo do mal tá atrás dele (e o do bem também). No acampamento os semideuses como Percy são separados de acordo com quem é seu pai/mãe deus, como ninguém ainda sabia quem era o pai de Percy ele fica na casa de Hermes que aceita geral, deus dos viajantes e coisa e tal. Nesse acampamento ele ganha novos amigos: a fofíssima Annabeth, filha de atena, e como todos os filhos de Atena ela tem os olhos cinzentos e o cabelo louro mel, e Luke filho de Hermes que é quem recebe ele na casa e ensina como lutar com uma espada, além do único amigo que ele já tinha Groover. Mas como nem tudo são flores também têm os filhos de Ares que não vão muito com a cara dele. O responsável pelo acampamento é Dionísio só que aqui como castigo nada de vinho, só coca cola diet. Dionísio acha um porre ser responsável por um monte de crianças e por isso ele é maior parte cômica do livro, sarcasmo é com ele mesmo. No acampamento Percy descobre que céus, terra(e abaixo da dela também) estão atrás dele porque acham que ele é o ladrão do raio mestre de Zeus. Por que? Bem leia livro que você vai saber. Então Percy é instruido e sai em missão atrás desse bendito raio, com Groover e Annabeth. Eles tem que praticamente atravessar o país mas nada de aviões pois Zeus tá bem fulo com ele e fazer ele virar churrasco seria fichinha, então eles tem que atravessar o país a pé, de ônibus, de trem e no meio disso topando com tudo quanto é criatura da mitologia grega. Rick Riordan conseguiu colocar tudo quanto é personagem junto de uma forma linda *_*. Fora que a parte como ele "humanizou" os deuses é ótema. Ares vira um motoqueiro e Poseidon é um cara de bermudão que fala "Paz irmão". O ladrão de raios é um daqueles livros inteligentes e detalhistas que te prendem até a última página e ainda com um humor ótimo, até risadas eu garanto. Só posso dizer: LEIAM.
Nota:


Agora o filme:
Percy Jackson e o Ladrão de Raios

CORRE QUE É UMA CILADA BINO. Brinks, o filme não é de todo ruim e não chega a ser uma cilada mas não parece quase nada coma história do livro. Se você foi ao cinema so para ver mais um filme, ele deve te agradar. Se você foi na esperança de ver retratado na telona a história do livro que você amou é decepção na certa. Chris Columbus dieretor e roteirista do filme foi abençoada com um dom: estragar a sua série de livros favorita. É isso Chris Columbus está de volta 9 anos depois daquela "maravilha" que ele tinha feito com Harry Potter.
Só que dessa vez ele mudou todo o rumo da história, características e até idade dos personagens. Fora ele ter engolido alguns, brotado outros e transformado outros. Por ex. cérbero o cão de três cabeças estranhamente são três cachorros no filme (não entendi o propósito, JURO que não entendi). Aqui Percy tem 16 anos, também vai parar no acampamento meio sangue e lá conhece Annabeth e Luke. A diferença é que Annabeth não é amiga dele desde o princípio, não temos Dionísio *cries* e eles partem em sua missão fugidos no meio da noite. Mas a missão aqui não é achar o raio que alguém roubou, o negócio vira um cace as pérolas para ir ao submundo e trazer sua mãe de volta (O.o), o raio é um simples detalhe. Mas esse não é o maior problema do filme, o maior é que eles transformaram o acampamento meio sangue em um local de jovenzinhos frustrados por seus pais deuses que nunca vão dar uma visitar e dizer um "oi", parece que o propósito de tudo é fazer com que eles se toquem e vão lá dizer o quanto amam seus filhos. Uma coisa um tanto sessão da tarde. Mas se ignorarmos isso e o livro a gente até consegue ter um filme divertido enquanto eles estão nessa caça as pérolas. Como eles agora tem 16 anos todos os sufocos e afins que eles passam no livro são adaptados para idade deles, se no livro eles ficam presos em uma casa de joguinhos inocentes aqui eles vão parar em um cassino e por aí vai. Chris Columbus é um especialista em sessão da tarde, vide o clássico "Esqueceram de mim". Em Percy Jackson acho até que ele conseguiu uma boa Tela quente.
Nota:

Selinho =DD.

Postado por Hellen às 06:30 2 comentários
O BTC ganhou um selinho da fofa da Dandra The Small Sland:



7 coisas sobre mim:
Caçula
Tímida
Queria fazer publicidade também (tudo haver com que eu faço =P)
Apaixonada por musicais
Carioca que ama Salvador (e se considera mais soteropolitana)
Ri demais da conta
Apaixonada por fotografia (aceito doações de câmeras fodas, beijos)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Beyoncé's I Am...Tour in Salvador

Postado por Hellen às 06:34 7 comentários

Hoje eu venho falar de um assunto que eu nem me imaginava falando aqui no blog: Show.
Ontem foi dia de Salvador no I'm...Tour da Beyoncé, e agora o que sobrou de mim vem aqui falar da organização no geral. De início eu posso dizer que o show da mulher com certeza foi o mais bem produzido e bem feito que já vi, que a produção dela broca, ela broca. Mas a Caco de Telha que foi a responsável só de organizar o espaço do público é uma incopetente e foi responsável pelas maiores horas de sofrimento que eu já tive na vida.
Descobrir que Beynocé trazia sua turnê para Salvador já foi um choque, eu nunca fui lá grande fã, apesar de curtir as músicas e achar a voz dela incrível, então pensei "oras vou comprar o mais barato mesmo só para não perder a oportunidade, sei lá quando vai ter um show internacional em Salvador de novo" BIG MISTAKE. Uma coisa que eu aprendi ontem é que se você vai para um show e quer conseguir se movimentar ou ao menos curtir o mínimo do show pague seus 200 reais a mais ou então não vá e espere o DVD, você será mais feliz.
O show foi no Parque de Exposições, que tem 2 entradas: uma na Paralela e outra em Itapuã. A entrada da Paralela estava com um fila kilométrica desde as 14 hrs e por sorte nós fomos parar na entrada de Itapuã (MUITO mais vazia) lá por volta das 17 hrs. Resultado quando abriram os portões conseguimos ficar tão na frente quanto as pessoas que tinham madrugado na Paralela.E aí começa minha sina:
18:00 - Vemos o primeiro erro da Caco de Telha ela construiu uma pista a mais para o pessoal do camarote, empurrando a pista povão mais para trás e com um espaço menor do que era o certo do mapa do show. Mas mesmo assim nós nos sentimos felizes e vitoriosas pelo nosso lugar.
18:30 - droga não tenho nada para fazer essa hora não passa.
19:00 - ...
20:00 - Começam a passar umas 5 propagandas dos patrocinadores no looping "infinito" nos telões.zzzzzzzzzz
21:00 - Ivete entra, e nesse momento eu senti uma inveja roxa das pessoas que ouviram Wanessa Camargo nos outros estados. Detesto Wanessa mas eu ao menos não ia ter visto a quase morte. Ivete vendo a situação precária de cheia que a porcaria da pista do povão estava tem a brilhante ideia de cantar " TÁ UM EMPURRA-EMPURRA AQUI MAS TÁ GOSTOSO...", gostoso porque ela não tava lá. MALDITA. Juro que achei que eu fosse morrer, empurravam dos dois lados e o povo de trás com ilusão triste de que tinha espaço para frente nos empurrava cada vez mais. Até as 22:30 eu implorava para aquele show acabar.
22:30 - O show de Ivete acabou e eu estava sendo imprensada de todos os lados possíveis nem ao menos conseguia me movimentar. Fiquei "parada" assim até 23:20 que Beyoné resolveu aparecer no palco.
23:20 - Começa o show de Beynocé o que levou as pessoas a tentarem mais ainda a desafiar a lei da física de que mais de um corpo pode ocupar o mesmo lugar, mais gente empurrando de trás. Gente praticamente montando em cima de mim para tentar tirar foto de um verdadeiro borrão branco que era o máximo que eles iriam conseguir dali com aquelas câmeras amadoras.

O show da mulher é lindo demais. Os vídeos que passavam na hora das trocas de roupa eram muito perfeitos. E os fundos do cenário contrastando com as roupas dela eram mais perfeito ainda. Amei o vídeo dela pequenininha, e depois aquela montagem dela no palco dançando com ela pirra MUITO FOFO. O vídeo de geral dançando single ladies, Justin de colam e Obama fazendo a mãozinha, e logo depois aparece ela com as duas dançarinas no palco. A sincronia do show tava perfeita, além dela ter se mostrado uma pessoa super fofa. Engraçado a cara dela para entender o que o povo gritava, começaram a gritar o nome dela no ritmo chiclete com banana: BEY-ON-CÉÉ OBAOBA, quando ela finalmente conseguiu entender ficou so happy que fez SAL-VA-DOOOR. Até a tal das bolas brancas que eu vi o povo falando para levar no orkut e não botei fé, deixou a mulher feliz. Olhando só esse lado do show ele foi lindo, os 60 reias valeriam muito a pena. Mas agora vamos voltar a minha posição estática com pessoas se empendurando em mim e empurrando de tudo quanto é lado. A sede imensa e a falta de água, porque na área povão nem água tinha. Só tinha láááá no fundo, ou seja foi e não volta mais. O sofrimento do aperto, sede e dor era tão grande que digo que foi dos 60 reais mas mal investidos graças a senhora Caco de telha produções, que tem que fazer muita formatura ainda antes de produzir um show desse porte.
Minha nota para o show da Beyoncé em si seria máxima, mas como foi show da Beyoncé in Salvador não vai grandes coisas.
Nota:

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Modern Family

Postado por Hellen às 04:13 3 comentários

Novo post agora sobre série, resolvi começar a assistir um nova enquanto a minha queridinha Glee se encontra no maior recesso da história (sério que voltar só em abril é o CÚMULO).
Juntando férias e tédio eu resolvi dar chance a tão comentada Modern Family. E me apaixonei pela série. Eu assisti até o 13° epi até agora e só posso dizer assistam, a série voltou quarta passada na ABC e então devo assitir o 14° daqui a pouco. Aqui no Brasil ela é transmitida pela Fox.
A respeito da série da moderna família: São três diferentes núcleos, de três família que juntas formam uma grande Modern Family. A série é feita no estilo documenário em que os personagens dão seus depoimentos sobre o assunto durante as cenas. Uma das famílias parece aquela típica família do subúrbio americano: pai, mãe e seus três filhos, só tem o detalhe do pai desprovido de esperteza que dá o toque cômico mor da casa. A outra família é um casal de gays(Mitchel e Cam) que adotaram uma bebêzinha vietnamita, o melhor casal de gays ever, impossível você não rir com os ataques do Cam e não achar eles super fofos. E por fim temos o núcleo dos recém casados Jay e Glória, Jay já tem uns 60 anos e Glória é uma latina super hot (com o melhor sotaque) uns 30 anos mais nova, que tem um filho de 10 anos com um quê de adulto.

A série consegue ter aquele humor leve não apelativo que você se lembra e começa a dá risada sozinho mesmo um tempo depois. Os episódios são curtinhos de apenas 20 min cada, o que faz você assistir tudo em um tapa. E agora eu me pergunto o que eu vou assistir para matar o tédio?

Nota:

domingo, 17 de janeiro de 2010

Princesa Sultana: Sua vida, sua luta.

Postado por Hellen às 04:24 9 comentários


Princesa Sultana é o terceiro livro de uma série em que uma verdadeira princesa saudita conta sua história e a vida das mulheres do seu povo, os livros foram todos escrito por sua amiga americana, Jean P. Sasson. Os livros desta série te prendem tanto que consegui lê-lo em três dias, sendo que só podia ler no ônibus, e nos pequenos intervalos que tinha. Minhas férias estão se consistindo em: estágio de manhã e aula teórica da autoescola a tarde no meio disso eu lia esse livro com o maior fervor enquanto podia. O primeiro livro da série Princesa me marcou tanto que ele pode entrar no meu top 5 de todos os livros que já li. Li ele há alguns anos atrás enquanto eu ainda estava na escola e minha irmã tinha pego emprestado na biblioteca da faculdade. Uns anos depois eu encontrei ele e o segundo da série, As filhas da princesa, por apenas 10 reais cada na bienal. E esse ano a mamys quando foi na bienal me touxe de presente o 3° que é o Princesa Sultana. Sultana não é o nome real da princesa da história, e nem de nenhum dos outros personagens, todos os nomes foram modificados em proteção a princesa e sua família. Mas todas as histórias são reais. Sabe o ditado de que "dinheiro não traz felicidade", Sultana é a verdadeira prova disso. Sendo dona de um império de mais de 900 milhões de dólares, ela pode comprar tudo o que quiser, como ela mesmo diz nunca teve uma noção dos valores das coisas. Ela simplesente apontava o que queria e um gerente da família depois ia lá pagar. Sultana provavelmente é mais rica que qualquer um que esteja lendo este post, e provavelment mais infeliz também. Afinal do que vale tanto dinheiro em uma terra onde a mulher é tratada como um obejto com prazo de validade, até mesmo os animais conseguem ser mais respeitados. Em Princesa Sultana nos conta a história de sua vida desde sua infância até o seu casamento. Desde de pequena ela nunca aceitou a forma como eram tratadas as mulheres por isso vivia em luta com seu único irmão homem, Ali, que era terrivelemente mimado pelo seu bruto pai, enquanto ela e suas irmãs eram mais tratadas como negócios. Sultana vê seu desespero completo quando sua irmã preseferida, Sara, é obrigada a se casar com um homem velho que a violentava toda noite. E quando sua amiga Samira é condenada a viver em um quarto escuro sozinha só recebendo comida até a morte. É vendo essas pobres meninas sendo "enterradas vivas" que Sultana resolve se espor revelando toda crueldade dos homens de sua terra. Onde as mulheres podem ser compradas e a partir daí passam a ser propriedades deles, tendo então direito de fazer qualquer coisa com elas. O que assusta ainda mais é saber que a partir da puberdade as mais pobres ja são vendidas como escravas sexuais, e mais triste ainda é saber que a puberdade lá é considerada a partir dos 8 anos. Quando acabei de ler Princesa percebi o enorme bem que temos mas nunca tinha dado certo valor que é a liberdade. Ao mesmo tempo que eu me queixo da minha rotina de férias, eu devo é agradecer pela liberdade que tenho pois se estou indo para estágio de manhã e auto escola a tarde foi porque EU escolhi e não porque alguém me obriga. Nós nunca nos damos conta de quão bom é esse direito de escolha que nós ocidentais temos. Em As filhas da Princesa Sultana nos mostra como essa sociedade acaba interferindo nos comportamentos de suas filhas, e que mesmo depois de anos é triste ver como a Arábia Saudita continua a mesma. E po fim em Princesa Sultana ela nos conta há vida de outras meninas e mulheres, e até mesmo de um velho escravo que encontra em sua jornada.
Quando um crime é cometido contra uma mulher na Arábia Saudita se a família quiser reclamar ela pode receber o pagamento de indenização que vale a metade que se o caso fosse de um homem. Ou então nada é feito, como vemos no caso em que duas mulehres foram atropeladas por um estrangeiro bêbado, e esse até se assustou no tribunal quando o marido das mulheres disse que não queria nada, mas só agradecer ao estrangeiro pois as mulheres já estavam velhas e o que ele fez foi um favor. É nesse novo livro que Sultana nos diz como ela resolve finalmente enfrentar os homens de frente arriscando sua própria vida para impedir que mais jovens sejam "enterradas vivas". Recomendo mesmo a todos a ler, é uma leitura rápida e prazerosa que ninguém vai se arrepender.


Dica: O primeiro livro Princesa: A história real da vida das mulheres árabes por trás de seus negros véus se encontra por apenas 10 reais na loja física das Lojas Americanas.

Dados:

Título: Princesa Sultana: sua vida, sua luta.

Autor: Jean P. Sasson.

Editora: Best Seller.




Nota:

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

As crônicas de Nárnia - Volume Único

Postado por Hellen às 14:36 6 comentários

Oioi, eu e minha falta de vergonha aqui de volta. Peço desculpas por ter dito no último post, no dia 31, que eu só iria demorar 2 diazinhos para postar de novo e na verdade demorei foi bem uns 10 dias a mais, sorry =(.
Mas vamos a minha primeira resenha: As crônicas de Nárnia - volume único. O que é bem topete da minha parte querer começar com um clássico da literatura infantil constituído de 7 contos, mas vamos ver no que dá.
Nárnia foi criada por C. S. Lewis por volta de 1950, e Lewis era também um cristão. Esses fatos só são um pouco importantes para entendermos um pouco mais das histórias ecritas nos 7 contos. Basicamente toda moral e ensinamento dos contos parecem ser baseados nos ensinamentos cristãos.
Um outro fato, que ao menos eu achei interessante é que os livros não foram escritos na ordem em que estão publicados nessa versão volume único. O primeiro publicado foi O leão a feiticeira e o guarda-roupa , seguido pelos outros dois livros em que os irmão Pevensie são os protagonistas (e que a Disney fez o favor de passar para as telas do cinema =D). E por fim vieram os outros: O cavalo e o seus menino, O sobrinho do mago e A última Batalha. Vou tentar falar resumidamente de cada um com a minha opinião mas como são 7 creio que a resenha ficará um pouco grande. Vou falar deles na ordem publicada na volume único, o que acaba por ter alguns pequenos spoilers no seguinte sobre o anterior, peço desculpas e digo que farei o máximo para não estragar a leitura ninguém.

O sobrinho do mago
Esse para mim foi o melhor de todos os contos, e me surpreendeu saber que Lewis escreveu ele logo antes de A última Batalha que foi o que eu menos gostei, mas vamos deixar este para depois.
O sobrinho do mago conta a históia da criação de Nárnia. Neste livro os protagonistas são duas crianças de nosso mundo: Digory e Polly. Polly vivia na Inglaterra e era vizinha dos tios de Digory, este tem que ir para a casa dos tios pois a mãe se encotra doente e o pai teve que viajar. Digory e Polly se tornam muito amigos, e no meio do tédio que devia ser aquela época resolvem começar suas "aventuras" de crianças e andar por passagens de ar (/resumão) até que acabam "caindo" no sotão da casa dos tios de Digory, onde fica seu tio que não é muito certo da cabeça e se acha um mago muito poderoso (daí o título), ele não é lá uma pessoa muito corajosa e menos esperta ainda. Esse tio tem uns certos anéis mágicos que levam eles há um lugar onde se teriam as passagens para outros mundos. No meio disso tudo nós conhecemos a história da Jadis,a Feiticeira Branca e como ela foi parar em Nárnia, e a própria criação de Nárnia. Achei o conto lindo e ainda ria horrores com a leseira de tio André, e até mesmo com a falta de noção da Feiticeira Branca nos diferentes mundos, com certeza o melhor dos 7 contos.
Teve um trecho que eu amei em particular:
Ela possui poder e a perenidade de uma deusa. Mas a eternidade com o coração mau é a perenidade da desgraça. Todos conquistam o que desejam, mas nem sempre se satisfazem com isso.

No fim do conto nos és dito sobre a criação do guarda-roupa do conto seguinte, e até mesmo o porque de ele ser mágico e a porta para Nárnia, o que fez eu amar mais ainda essa história.
P.s: até a criação daquele poste que a primeira coisa que Lúcia encontra ao entrar em Nárnia é explicada.

O leão, a feiticeira e o guarda-roupa
Nesse conto somos apresentados aos irmãos Pevensie: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia. Que irão nos acompanhar pela maioria dos contos, até mesmo alguns em que estes não são protagonistas. Bem uma opinião minha, mas que deixou minha imaginação um pouco confusa enquanto eu lia é que Lewis nunca diz a idade das crianças,e não dava para saber ao certo a diferenças entre eles. Só foi dito uma vez que Edmundo era só um ano mais velho que Lúcia, mas eles a tratavam como se fosse tão mais nova que não facilitava muito essa descrição. Agora indo a história: os irmão vão para a casa de um professor durante a guerra. Nesta casa tem um guarda roupa mágico que te leva ao mundo de Nárnia, Lúcia é a primeira a encontrar tal guarda roupa, em um dia chuvoso em que são obrigados a brincar dentro de casa, mas os outros não põem muita fé nela. Pedro só chega achar que a irmã não está ficando maluca quando conversa com o professor dono da casa, que por acaso é Digory da história anterior (tudo se encaixando é tão liiiindo =D). Até que por fim os 4 irmãos estão no novo mundo mágico. Mas agora as coisas não estão mais bonitinhas como Digory e Polly tinham visto há anos atrás em que a paz reinava em Nárnia, agora quem comanda é a Feiticeira Branca que faz com que seja sempre inverno e nunca Natal. As únicas criaturas que podem derrotá-la são 2 filhos de Adão e 2 filhas de Eva que devem reinar em Nárnia. Aí é que devem entrar nossos protagonistas, só que eles tem um impasse de um dos irmãos ter ganância demais e ser engando pelo feiticeira. É assim que Edmundo quase se estrepa e aprende a dá valor a seus irmãos. A história é bem envolvente e cheia de batalhas seres mágicos, daqueles contos de fadas bem recheados, mas por incrível que pareça de todos os contos com os Pevensie esse foi o mais fraco, mas ainda assim bom. Se você assistiu o filme tem uma noção, pois ele foi MUITO fiel a história.

O cavalo e seu menino
Esse é o único conto em que as crianças protagonistas não são do nosso mundo, mas sim do mundo de Nárnia. A história se passa quando os 4 reis: Pedro, Susana, Edmundo, Lúcia já eram adultos em Nárnia e tudo tava na paz lá, a chamada Era Ouro de Nárnia. Nosso protagonista agora é um narniano que vive na Calormânia, uma país de gente dura, rude, com umas leis não muito boas. E aí eu vejo uma grande falha em Lewis, embora em todos os contos sempre tenha um bom ensinamento as crianças neste além de seu bom ensinamento acaba dando um exemplo infeliz de racismo. Em todo o livro a partir daí, as pessoas ruins que vivem pelo dinheiro endeusam o demônio tem as características físicas do povo arábe, como ele insiste em dizer o tempo todo "os morenos". Além de nosso atual protagonista "Shasta" perceber que ele não é de lá porque ele não é como os morenos, mas sim belo, de pele clara e olhos claros. Ok passar isso em um livro infantil is só bad idea. Mas vamos tentar ignorar tal infelicidade e nos concentrar na história em si. Shasta era criado por um homem muito mal amado que vivia o espancando e fazendo ele trabalhar que nem um condenado, até um dia em que um homem rico resolve comprá-lo. Shasta então começa a ter uns desvaneios das possibilidades do homen ser bom e resolver fazer dele um marajá. Mas seus sonhos vão embora quando o cavalo que estava ao lado dele resolve abrir a boca e contar que o homem é horrível. O tal cavalo é Bri, mais um Narniano que foi parar no mundo errado. Bri então propõem a Shasta que os dois fujam para Nárnia e assim começa mais uma odisséia. No meio do caminho eles ainda encontra mais duas fugitivas: a menina Aravis com sua égua Huin, mas estas fogem por motivos um tanto diferente de Shasta e Bri. A história no todo é bem prazerosa, não vou contar mais porque essa resenha já tá ficando enorme. Mas o que eu mais gostei das coisas citadas é algo que Aslan ensina as crianças de que a história do outro, pertence ao outro. E devemos pensar em quais consequências às vezes um ato nosso pode causar ao outro.

Príncipe Caspian
Aqui voltamos aos quatro Penvensei crianças novamente, mas um ano mais velhos desde a primeira vez que entraram em Nárnia. Eles voltam a Nárnia agora de uma maneira diferente para responder o pedido de ajuda feito pelo príncipe Caspian. A Nárnia agora se encontra mudada, sendo comandada por um tirano e os verdeiros narnianos vivem escondidos nas florestas. O atual trono na verdade cabia ao princípe Caspian, mas devido as falcatruas de seu tio ,que peretendia matá-lo pelo PODER, ele tem que sair fugido e acaba chamando a ajuda que vier. E essa ajuda então são os reis e rainhas que reinaram a 1300 anos atrás, que são os Pevensie (deu para perceber que o tempo em Nárnia passa de um jeito BEM diferente do tempo no mundo real). Pra conseguir ganhar de volta a paz em Nárnia eles tem que apender a acreditar mais, ser menos cabeça dura e confiar mais no outro. Como todo conto sempre tem uma frase de Aslam que eu gosto mais, nesse é quando ele diz a Lúcia que nós nunca saberemos o que poderia ter acontecido, então não adianta ficar se lamentando pelo que passou porque nada te garante que poderia ter dado certo do outro modo.

A viagem do Peregrino da Alvorada
O meu preferido conto dos Pevensie embora nesse nós só iremos encontrar os dois caçulas: Edmundo e Lúcia. E junto acabam carregando seu primo chato e mimado, Eustáquio. Devo confessar que até dei umas risadas com a junção da falta de noção de Eustáquio de Nárnia com a falta de noção dos Nárnianos do nosso mundo. Outro personagem que volta é Caspian. O Peregrino da Alvorada é o seu barco em que eles partem em busca de antigos amigos dos pai de Caspian que foram despachados mundo afora enquanto seu tio reinava em Nárnia. Nesse conto nós acabamos parando em diversas ilhas, e em cada uma delas se tem uma nova aventura e novas lições. Não vou poder falar delas devido ao tamanho desta resenha. Só mais uma besterinha: eu achei interessante é que Eustáquio escrevia em um diário e ele de início se referia a todo mundo no diário só pelas iniciais e eu achei isso tão GG XD.

A cadeira de prata

As crianças agora são Eustáquio,que agora não mais chato, e Jill um amiga da escola dele. Quando eles chegam a Nárnia encontram um Caspian que já é um senhor idoso, e a missão agora é encontrar o filho dele, Tirian, que está desaparecio há 10 anos. Para isso as crianças vão ter ajuda de um paulama chamado Brejeiro. Brejeiro parece um tanto pessimista mas é bem corajoso e esperto. Na verdade nessa história eu só gostei dele, as crianças eram um tanto chatas e bobas demais, que caiam em qualquer armadilha idiota ¬¬, mesmo que ele dissesse mil vezes que não era boa idéia. Mas no entanto essas idiotices delas de uma forma ou de outra acabavam nos levando para novas surpresas.

A última batalha

Aqui se conta o fim de Nárnia. Tudo se incia com um macaco muito do maldito, chamado Manhoso, que se aproveita do seu amigo Confuso que é um jumento. Eu detestei esse macaco desde o início e tinha tanta raiva dele que seria capaz de socá-lo ò.ó. Ele usa o jumento fazendo ele vestir uma pele de Leão para fingir que é Aslam e mandar nos animais de Nárnia, começa a se unir aos Calormanos para lucrar com isso mas acaba é atirando Nárnia do precipício. O rei da vez é Tirian e ele não é lá de grandes coisas na história, as crianças continuam sendo Jill e Eustáquio do conto anterior, com algumas outras "participações especias" a mais. O livro consegue ser bom até a penúltima página. Agora o que fala abaixo de branco é SPOILER para falar da minha indignação com a última página.
Como assim todo mundo tá morreu??? E Aslam ainda fala na maior naturalidade, o trem bateu e veio todo mundo parar aqui. Oks, e ainda excluíram a pobre Susana, ela foi um a grande rainha na era ouro e ainda ajudou os outros nas batalhas a mais. Ela simplesmente vai ficar órfã e só no mundo porque não se interessava mais por Nárnia? Não vou mentir que esperava um final mas Peter Panizado, em que as crianças voltam para suas casas a vida segue mas nunca esquecem o mundo de Nárnia. Ainda fora que ele só fala dos pais dos Pevensie que morreream junto e estão lá dando tchauzinho, mas e os pais de Jill e Eustáquio como ficam coitados? A última página merecia ser arrancada =P.

Por fim eu só recomendo que leiam aquele Três maneiras de escrever para crianças que vem no final =).

Nota:
 

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