terça-feira, 12 de janeiro de 2010

As crônicas de Nárnia - Volume Único

Postado por Hellen às 14:36

Oioi, eu e minha falta de vergonha aqui de volta. Peço desculpas por ter dito no último post, no dia 31, que eu só iria demorar 2 diazinhos para postar de novo e na verdade demorei foi bem uns 10 dias a mais, sorry =(.
Mas vamos a minha primeira resenha: As crônicas de Nárnia - volume único. O que é bem topete da minha parte querer começar com um clássico da literatura infantil constituído de 7 contos, mas vamos ver no que dá.
Nárnia foi criada por C. S. Lewis por volta de 1950, e Lewis era também um cristão. Esses fatos só são um pouco importantes para entendermos um pouco mais das histórias ecritas nos 7 contos. Basicamente toda moral e ensinamento dos contos parecem ser baseados nos ensinamentos cristãos.
Um outro fato, que ao menos eu achei interessante é que os livros não foram escritos na ordem em que estão publicados nessa versão volume único. O primeiro publicado foi O leão a feiticeira e o guarda-roupa , seguido pelos outros dois livros em que os irmão Pevensie são os protagonistas (e que a Disney fez o favor de passar para as telas do cinema =D). E por fim vieram os outros: O cavalo e o seus menino, O sobrinho do mago e A última Batalha. Vou tentar falar resumidamente de cada um com a minha opinião mas como são 7 creio que a resenha ficará um pouco grande. Vou falar deles na ordem publicada na volume único, o que acaba por ter alguns pequenos spoilers no seguinte sobre o anterior, peço desculpas e digo que farei o máximo para não estragar a leitura ninguém.

O sobrinho do mago
Esse para mim foi o melhor de todos os contos, e me surpreendeu saber que Lewis escreveu ele logo antes de A última Batalha que foi o que eu menos gostei, mas vamos deixar este para depois.
O sobrinho do mago conta a históia da criação de Nárnia. Neste livro os protagonistas são duas crianças de nosso mundo: Digory e Polly. Polly vivia na Inglaterra e era vizinha dos tios de Digory, este tem que ir para a casa dos tios pois a mãe se encotra doente e o pai teve que viajar. Digory e Polly se tornam muito amigos, e no meio do tédio que devia ser aquela época resolvem começar suas "aventuras" de crianças e andar por passagens de ar (/resumão) até que acabam "caindo" no sotão da casa dos tios de Digory, onde fica seu tio que não é muito certo da cabeça e se acha um mago muito poderoso (daí o título), ele não é lá uma pessoa muito corajosa e menos esperta ainda. Esse tio tem uns certos anéis mágicos que levam eles há um lugar onde se teriam as passagens para outros mundos. No meio disso tudo nós conhecemos a história da Jadis,a Feiticeira Branca e como ela foi parar em Nárnia, e a própria criação de Nárnia. Achei o conto lindo e ainda ria horrores com a leseira de tio André, e até mesmo com a falta de noção da Feiticeira Branca nos diferentes mundos, com certeza o melhor dos 7 contos.
Teve um trecho que eu amei em particular:
Ela possui poder e a perenidade de uma deusa. Mas a eternidade com o coração mau é a perenidade da desgraça. Todos conquistam o que desejam, mas nem sempre se satisfazem com isso.

No fim do conto nos és dito sobre a criação do guarda-roupa do conto seguinte, e até mesmo o porque de ele ser mágico e a porta para Nárnia, o que fez eu amar mais ainda essa história.
P.s: até a criação daquele poste que a primeira coisa que Lúcia encontra ao entrar em Nárnia é explicada.

O leão, a feiticeira e o guarda-roupa
Nesse conto somos apresentados aos irmãos Pevensie: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia. Que irão nos acompanhar pela maioria dos contos, até mesmo alguns em que estes não são protagonistas. Bem uma opinião minha, mas que deixou minha imaginação um pouco confusa enquanto eu lia é que Lewis nunca diz a idade das crianças,e não dava para saber ao certo a diferenças entre eles. Só foi dito uma vez que Edmundo era só um ano mais velho que Lúcia, mas eles a tratavam como se fosse tão mais nova que não facilitava muito essa descrição. Agora indo a história: os irmão vão para a casa de um professor durante a guerra. Nesta casa tem um guarda roupa mágico que te leva ao mundo de Nárnia, Lúcia é a primeira a encontrar tal guarda roupa, em um dia chuvoso em que são obrigados a brincar dentro de casa, mas os outros não põem muita fé nela. Pedro só chega achar que a irmã não está ficando maluca quando conversa com o professor dono da casa, que por acaso é Digory da história anterior (tudo se encaixando é tão liiiindo =D). Até que por fim os 4 irmãos estão no novo mundo mágico. Mas agora as coisas não estão mais bonitinhas como Digory e Polly tinham visto há anos atrás em que a paz reinava em Nárnia, agora quem comanda é a Feiticeira Branca que faz com que seja sempre inverno e nunca Natal. As únicas criaturas que podem derrotá-la são 2 filhos de Adão e 2 filhas de Eva que devem reinar em Nárnia. Aí é que devem entrar nossos protagonistas, só que eles tem um impasse de um dos irmãos ter ganância demais e ser engando pelo feiticeira. É assim que Edmundo quase se estrepa e aprende a dá valor a seus irmãos. A história é bem envolvente e cheia de batalhas seres mágicos, daqueles contos de fadas bem recheados, mas por incrível que pareça de todos os contos com os Pevensie esse foi o mais fraco, mas ainda assim bom. Se você assistiu o filme tem uma noção, pois ele foi MUITO fiel a história.

O cavalo e seu menino
Esse é o único conto em que as crianças protagonistas não são do nosso mundo, mas sim do mundo de Nárnia. A história se passa quando os 4 reis: Pedro, Susana, Edmundo, Lúcia já eram adultos em Nárnia e tudo tava na paz lá, a chamada Era Ouro de Nárnia. Nosso protagonista agora é um narniano que vive na Calormânia, uma país de gente dura, rude, com umas leis não muito boas. E aí eu vejo uma grande falha em Lewis, embora em todos os contos sempre tenha um bom ensinamento as crianças neste além de seu bom ensinamento acaba dando um exemplo infeliz de racismo. Em todo o livro a partir daí, as pessoas ruins que vivem pelo dinheiro endeusam o demônio tem as características físicas do povo arábe, como ele insiste em dizer o tempo todo "os morenos". Além de nosso atual protagonista "Shasta" perceber que ele não é de lá porque ele não é como os morenos, mas sim belo, de pele clara e olhos claros. Ok passar isso em um livro infantil is só bad idea. Mas vamos tentar ignorar tal infelicidade e nos concentrar na história em si. Shasta era criado por um homem muito mal amado que vivia o espancando e fazendo ele trabalhar que nem um condenado, até um dia em que um homem rico resolve comprá-lo. Shasta então começa a ter uns desvaneios das possibilidades do homen ser bom e resolver fazer dele um marajá. Mas seus sonhos vão embora quando o cavalo que estava ao lado dele resolve abrir a boca e contar que o homem é horrível. O tal cavalo é Bri, mais um Narniano que foi parar no mundo errado. Bri então propõem a Shasta que os dois fujam para Nárnia e assim começa mais uma odisséia. No meio do caminho eles ainda encontra mais duas fugitivas: a menina Aravis com sua égua Huin, mas estas fogem por motivos um tanto diferente de Shasta e Bri. A história no todo é bem prazerosa, não vou contar mais porque essa resenha já tá ficando enorme. Mas o que eu mais gostei das coisas citadas é algo que Aslan ensina as crianças de que a história do outro, pertence ao outro. E devemos pensar em quais consequências às vezes um ato nosso pode causar ao outro.

Príncipe Caspian
Aqui voltamos aos quatro Penvensei crianças novamente, mas um ano mais velhos desde a primeira vez que entraram em Nárnia. Eles voltam a Nárnia agora de uma maneira diferente para responder o pedido de ajuda feito pelo príncipe Caspian. A Nárnia agora se encontra mudada, sendo comandada por um tirano e os verdeiros narnianos vivem escondidos nas florestas. O atual trono na verdade cabia ao princípe Caspian, mas devido as falcatruas de seu tio ,que peretendia matá-lo pelo PODER, ele tem que sair fugido e acaba chamando a ajuda que vier. E essa ajuda então são os reis e rainhas que reinaram a 1300 anos atrás, que são os Pevensie (deu para perceber que o tempo em Nárnia passa de um jeito BEM diferente do tempo no mundo real). Pra conseguir ganhar de volta a paz em Nárnia eles tem que apender a acreditar mais, ser menos cabeça dura e confiar mais no outro. Como todo conto sempre tem uma frase de Aslam que eu gosto mais, nesse é quando ele diz a Lúcia que nós nunca saberemos o que poderia ter acontecido, então não adianta ficar se lamentando pelo que passou porque nada te garante que poderia ter dado certo do outro modo.

A viagem do Peregrino da Alvorada
O meu preferido conto dos Pevensie embora nesse nós só iremos encontrar os dois caçulas: Edmundo e Lúcia. E junto acabam carregando seu primo chato e mimado, Eustáquio. Devo confessar que até dei umas risadas com a junção da falta de noção de Eustáquio de Nárnia com a falta de noção dos Nárnianos do nosso mundo. Outro personagem que volta é Caspian. O Peregrino da Alvorada é o seu barco em que eles partem em busca de antigos amigos dos pai de Caspian que foram despachados mundo afora enquanto seu tio reinava em Nárnia. Nesse conto nós acabamos parando em diversas ilhas, e em cada uma delas se tem uma nova aventura e novas lições. Não vou poder falar delas devido ao tamanho desta resenha. Só mais uma besterinha: eu achei interessante é que Eustáquio escrevia em um diário e ele de início se referia a todo mundo no diário só pelas iniciais e eu achei isso tão GG XD.

A cadeira de prata

As crianças agora são Eustáquio,que agora não mais chato, e Jill um amiga da escola dele. Quando eles chegam a Nárnia encontram um Caspian que já é um senhor idoso, e a missão agora é encontrar o filho dele, Tirian, que está desaparecio há 10 anos. Para isso as crianças vão ter ajuda de um paulama chamado Brejeiro. Brejeiro parece um tanto pessimista mas é bem corajoso e esperto. Na verdade nessa história eu só gostei dele, as crianças eram um tanto chatas e bobas demais, que caiam em qualquer armadilha idiota ¬¬, mesmo que ele dissesse mil vezes que não era boa idéia. Mas no entanto essas idiotices delas de uma forma ou de outra acabavam nos levando para novas surpresas.

A última batalha

Aqui se conta o fim de Nárnia. Tudo se incia com um macaco muito do maldito, chamado Manhoso, que se aproveita do seu amigo Confuso que é um jumento. Eu detestei esse macaco desde o início e tinha tanta raiva dele que seria capaz de socá-lo ò.ó. Ele usa o jumento fazendo ele vestir uma pele de Leão para fingir que é Aslam e mandar nos animais de Nárnia, começa a se unir aos Calormanos para lucrar com isso mas acaba é atirando Nárnia do precipício. O rei da vez é Tirian e ele não é lá de grandes coisas na história, as crianças continuam sendo Jill e Eustáquio do conto anterior, com algumas outras "participações especias" a mais. O livro consegue ser bom até a penúltima página. Agora o que fala abaixo de branco é SPOILER para falar da minha indignação com a última página.
Como assim todo mundo tá morreu??? E Aslam ainda fala na maior naturalidade, o trem bateu e veio todo mundo parar aqui. Oks, e ainda excluíram a pobre Susana, ela foi um a grande rainha na era ouro e ainda ajudou os outros nas batalhas a mais. Ela simplesmente vai ficar órfã e só no mundo porque não se interessava mais por Nárnia? Não vou mentir que esperava um final mas Peter Panizado, em que as crianças voltam para suas casas a vida segue mas nunca esquecem o mundo de Nárnia. Ainda fora que ele só fala dos pais dos Pevensie que morreream junto e estão lá dando tchauzinho, mas e os pais de Jill e Eustáquio como ficam coitados? A última página merecia ser arrancada =P.

Por fim eu só recomendo que leiam aquele Três maneiras de escrever para crianças que vem no final =).

Nota:

6 comentários:

Vinha on 13 de janeiro de 2010 07:58 disse...

Nárnia *-*
Eu adoro todos os filmes. Tem gente que fala que o livro não [é tão bom, mas eu tenho muita vontade de ler. Adoro esse tipo de leitura *.*

Gostei das resenhas Helen :*

xoxo
Vinha.

Lily on 13 de janeiro de 2010 13:08 disse...

Su resenha de todos os sete contos ficou ótima!
Mas eu vou ser sincera: tentei ler O leão, feiticeira e o guarda-roupa, já que eu amos os dois filmes de Nárnia, e me decepcionei. Nas minhas duas tentativas, eu não consegui terminar o livro...
Vou tentar dar outra chance algum dia.

Beijos.

Dandra on 14 de janeiro de 2010 15:58 disse...

Esse livro tem uma história mágica, incrível, tenho muito vontade de ler. Vi o primeiro filme e adorei, imagina o que vou achar dos livros?

Vc começou bem com as resenhas. Parabéns Hellen!

Bjs

Winter on 14 de janeiro de 2010 17:03 disse...

NOES! PERDI OUTRO COMENTÁRIO *chora*
É um carma, só pode ser. Não querem que eu fale mal od último livro de Nárnia.
Eu gosto muito dos livros e dos filmes, menos do último livro... não vou explicar por quê, porque toda vez que eu faço isso o comentário não vai!
Enfim, adoro o seu blog e esotou muito feliz de finalmente conseguir comentar *¬*

elaine on 21 de janeiro de 2010 08:08 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
elaine on 21 de janeiro de 2010 08:10 disse...

Nunca me interessei em ler ou ver os filmes de Nárnia, qdo ano passado vi um dos filmes de Nárnia percebi q n era besta, como pensava,e gostei muito do filme.Agora lendo sua resenha fiquei com muita vontade ler, mas apenas os 3 primeiros contos,pq de acordo c/ sua resenha parecem q são os melhores.

 

Better than candies Copyright © 2010 Designed by Ipietoon Blogger Template Sponsored by Emocutez