segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

As vantagens de ser invisível (The Perks of being a wallflower)

Postado por Hellen às 13:42 5 comentários

O motivo de eu ter procurado por "As vantagens de ser invisível" foi: Logan Lerman e Emma Watson estavam fazendo um filme juntos (pois é, sou dessas). O negócio foi que depois que vi Percy Jackson e Hermione Granger iam atuar juntos procurei saber que filme era esse, e assim descobri que era baseado em um livro e para ficar mais mágico o livro já tinha sido traduzido e publicado pela Rocco no Brasil :DDD. Mas aí comecei a minha busca pelo livro e com um pouquinho de dificuldade eu o consegui.

"...às vezes as pessoas usam o pensamento para não participar da vida."

O livro é escrito na forma de cartas que Charlie envia a uma pessoa anônima contando o que tem ocorrido na sua vida ultimamente e ligando com fatos passados, como se fosse um diário. Mas Charlie prefere contar isso a uma pessoa do que a um diário que nada entende, mesmo que ele não receba qualquer resposta dessa pessoa. Só por aí leitor já percebe que Charlie não é um adolescente comum. No auge de seus 15 anos Charlie se encontra meio perdido após seu melhor amigo suicidar-se o que faz ele ficar ainda mais solitário do que já era. Isso começa a mudar quando Charlie conhece Patrick, Sam, Alice, Mary Elizabeth, Bob e Craig. Com exceção de Bob e Craig que não estão mais na escola, todos os outros são da turma do último ano escolar, sendo então os companheiros de Charlie da hora do intervalo e fora da escola. Fora estes novos amigos, uma nova pessoa na vida de Charlie é Bill, seu professor de inglês avançado, que gosta de dar a ele clássicos da literatura mundial para que ele possa escrever sobre e discutir. E são essas pessoas que começam a influenciar na vida de Charlie que até então insistia em ser “invisível”.

Este romance de Chbosky apesar de ser sobre um adolescente um tanto perdido na sua adolescência não é uma cópia do famoso “O Apanhador do Campo de Centeio” de Salinger. Eu não gosto muito de fazer comparações mas é que os dois são sobre garotos adolescentes meio perdidos e que tiveram uma grande perda eu acho que alguém pode achar que um fez cópia do outro (e tenho certeza que se fossem atuais a mídia estaria gritando “O NOVO APANHADOR”). Mas Charlie e Holden são adolescentes totalmente diferentes, ambos muito inteligente mas ainda assim muito diferentes. O que chega até a ser refletido em uma das passagens do livro por Charlie, que não é o que passamos que define o que vamos ser. Podemos passar por situações totalmente iguais e nos tornarmos pessoas completamente diferentes, porque é a escolha de como encarar tudo é o que realmente te define.

Aqui ao contrário da história de Salinger a trama acontece em um tempo um pouco maior, 1 ano contra os dois dias da vida de Holden. E nesse espaço de tempo vemos um amadurecimento grande de Charlie. Digo isso porque no início do livro eu me perguntava se teria uma passagem de tempo grande, pois jurava que era uma pessoa muito mais nova escrevendo. Mas depois percebi que Charlie tinha uma inocência, muito bonita por sinal. Que fazia com que ele quisesse que todos fossem felizes, mesmo que para isso tivesse que colocar a vontade das pessoas na frente da sua. Interessante também é a forma como ele avalia o interesse de todos em ganhar alguma coisa mesmo quando supostamente estão fazendo algo por você, afinal se você ficou bonito na foto foi por eu ser um bom fotógrafo e se te dei tal presente foi para que se lembre de mim ao invés de ser para que você goste. É essa mesquinhez que nos cerca que faz Charlie questionar o comportamento alheio o tempo todo e lhe dar a vontade de ser diferente.

Uma outra grande semelhança grande que os livros de Chbosky e Salinger tem são os momentos de reflexão com atos simples, como o de se sentir infinito só porque você está em um carro com seus melhores amigos ouvindo a música perfeita. Então mais uma vez eu vos digo: Leiam, no duro.

"E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos."

Nota:

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os Descendentes

Postado por Hellen às 05:55 3 comentários
Uh lala. Começou a melhor temporada nos cinemas do Brasil: pós o anúncio da lista de indicados do Oscar. Isto é, quando os cinemas tomam vergonha e começam a passar os filmes que deveriam ter passado no ano anterior mas que não passaram porque achavam que "Se beber não case 2" daria mais audiência então agora correm contra o tempo para mostrar tudo até dia 26 de fevereiro. Eta lele =D. Então começando a minha corrida junto aos cinemas essa semana fui assistir Os Descendentes e Os homens que não amavam as mulheres, este último não está no Oscar mas é o must see da estação.



Os descendentes conseguiu me cativar logo no início em que o protagonista, Matt King (George Clooney), diz que só porque ele mora no Havaí seus amigos de fora acham que ele não tem problema nenhum, passa o dia ouvindo o uhla e em cima de um prancha de surf. Eu sinto isso na pele porque o fato de morar em Salvador já fez com que ouvisse pessoas de outras estados que eu devia passar o dia na praia e ir dançar o olodum de noite no pelourinho, aliás é só assistir os noticiários nacionais que toda vez que eles se referem a Salvador é se vai ter praia ou não no dia seguinte ¬¬. Bem eu nem lembro qual foi a última vez que fui a uma praia e Matt King diz que já faz 15 anos que ele não sobe em uma prancha de surf. Matt é um advogado bem sucedido cuja mulher, Elizabeth, acabou de sofrer um acidente enquanto praticava esses esportes de aventura, bateu a cabeça em uma pedra e está em coma...morrendo. Com a mulher nesse estado Matt tenta se reaproximar das filhas, Alexandra e Scottie, de quem ficou afastado durante anos por estar sempre mais envolvido com o trabalho. Scottie é a caçula de 10 anos e com quem Matt não convivia direito desde os 3, e agora está praticamente o enlouquecendo com essa coisa de ser pai em tempo integral. Alexandra tem 17 anos e não tem um bom relacionamento nem com pai e nem com a mãe. No seu último contato com a mãe elas tiveram uma grande discussão que só agora ela revela que era sobre a sua mãe está tendo um caso.

A primeira vista o filme parece ter um roteiro não muito empolgante, afinal é a vida de um cinquentão cuja mulher ta nas últimas e não se dá muito bem com as filhas, mas quando se tem uma boa equipe até as mais banais das histórias podem se tornar surpreendentes e é isso que ocorre em Os Descendentes. Matt e Alexandra entram em uma busca para encontrar o amante de Elizabeth, ao mesmo tempo eles tentam preservar Scottie e tem em mão uma decisão que afeta todos os moradores do Havaí. Matt e seus primos são meio que herdeiros da realeza havaiana, tendo em mãos milhares de hectares inabitados no Havaí e o governo espera que eles dêem um rumo nessas terras em até 7 anos, sendo Matt o principal responsável pela decisão. A trama se torna esse novelo de decisões, buscas e descobertas. Descobertas de si mesmo, uma busca pelo tempo perdido e ao mesmo tempo vendo que há coisas que não tem mais volta então temos que aceitar os nossos erros e seguir em frente independente da dor. Como ocorre com muita frequência na nossa própria vida. Eu sou meio fã dessas coisas que com sutileza falam muito por isso recomendo o filme.

O filme apesar de trazer temas dramáticos também conta com uma leve comédia que faz você dar risada após ter se debulhado em lágrimas. Até agora dos indicados ao Oscar só assisti ele e Meia Noite em Paris, e embora Os Descendentes já tenha levado o Globo de Ouro não sei se leva o Oscar também ainda estou muito curiosa com O artista e Vidas Cruzadas. No entanto se levar fez por merecer =).


Nota:

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Smash + Once upon a time

Postado por Hellen às 04:15 4 comentários
O ano começou e junto com ele mais séries para alegrar a nossa vida :D.
Uma delas já tinha começado ano passado mas a outra acabou de sair do forno, as duas muito bem recomendadas.
"Stars aren't born. They're made"

A recém nascida Smash já tinha uma equipe que prometia e conseguiu cumprir essa promessa no seu piloto. Ela conta com a produção de Steven Spielberg e os produtores de Chicago (Craig Zadan e Neil Meron) junto a músicas originais feita pelos compositores de Hairspray ♥ (Marc Shaiman e Scott Wittman). E apesar de musical ela não tem nada haver com a outra única série musical que eu conheço Glee (eu até gosto de Glee mas sei de muita gente que não gosta e pode torcer a cara para Smash achando que é mais um musical colegial). A série começa com os compositores Júlia e Tom que tem a ideia de fazer um musical sobre a vida de Marilyn Monroe mas para isso eles precisam de um produtor, um diretor e uma Marilyn.
A produção do musical acaba ficando na mão de Eileen Rash, que no momento está em um divórcio complicado. A direção fica com Derek Wills, que já teve problemas com Tom no passado. Mas a melhor parte é a disputa para o papel de Marilyn que fica entre a garçonete novata Karen Cartwright e a já artista de Broadway, mas sempre com papéis pequenos, Ivy Lynn. Como era de se esperar fica uma discordância entre a equipe sobre qual Marilyn escolher junto aos conflitos da vida pessoal de cada personagem. O musical mostrou uma boa produção, coreografia, músicas inéditas bem chicletes e legais de cantar. Tudo isso logo no primeiro episódio e acredito que ainda vai crescer muito com o passar do tempo.


nota:
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Once upon a time...
Essa já está no 9° episódio e eu só fui começar a assisti-la agora. Alguns amigos já tinham recomendado mas por problemas aleatórios (aka preguiça) eu não tinha começado. Once upon a time como o próprio nome sugere é relacionada com os contos de fadas. A Rainha má que aqui é Regina (Regina/Rainha hahaha adoro esses trocadilhos) com raiva da felicidade alheia e de alguma coisa que a Branca de Neve a fez (mas que até então não foi revelado) envia todo mundo para o mundo real, onde eles esqueceram quem são e vivem essa vidinha meeira que estamos acostumados. O que acontece é que eles estão presos em uma cidadezinha chamada Storybrooke devido maldição e se qualquer um tentar sair algo de ruim acontece. Para acabar com tudo isso a única pessoa que pode salvá-los é Emma, o que muda aquele fato típico de contos de fadas em que a mocinha tinha que esperar um príncipe ir salvá-la( Girl Power nos contos de fadas \=D/). Os roteiristas da série são os mesmos de Lost, e você percebe a semelhança naquilo de vermos a história aprofundada de um personagem por vez a cada episódio interligando todos eles aos poucos. Ela já se tornou o meu maior vício do momento e se você gosta de contos de fadas certeza que você vai amar também.

Nota:

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bom apetite (Bon appétit - 2009)

Postado por Hellen às 11:58 3 comentários
Hola queridos leitores.
Eu vos abandonei desde...AGOSTO. Por pura preguiça(vergoooonha). Fiquei com preguiça de falar dos livros que li, dos filmes que assisti e das séries que acompanhei. Na verdade meu segundo semestre de 2011 foi tão preguiçoso no quesito: assitir/ler que nem foram tantos assim. Mas eu gosto muito desse blog e não quero que ele suma, só quero que a preguiça maldita vá embora e que venham todas as forças para postar aqui.

Mas vamos ao assunto do post. Minhas férias começaram (aêêêêê) só que agora por um tempo meio indeterminado, eu finalmente me formei (é de novo, looong history) e estou aguardando o concurso que eu passei me chamar, até lá estou aqui com todo o tempo livre =). O que me leva a ficar procurando filmes na tv para matar o tempo, eu gosto de pegar filmes desconhecidos os quais eu nunca acharia por mim mesma mas quem sabe podem ser um boa surpresa. Às vezes são uma grande perda de tempo como anteceu com um tal de Rumer (um filme sobre um pneu com poderes telepáticos O.o), mas às vezes temos boas surpresas como aconteceu com Bom apetite.

Bom apetite conta a história de 3 amigos: Daniel, Hugo e Hannah que trabalham em um famoso restaurante em Zurique. O que já começa deixando ao filme super bonitinho são as cenas da cidade Suíça ao fundo e para ficar ainda mais "poético" eles são de 3 nacionalidades distintas.
Daniel é um chef espanhol, Hugo um chef italiano e Hannah uma sommelière alemã.
E assim o filme fica numa oscilação de idiomas muito legal.
Tudo começa com Daniel chegando ao novo restaurante nessa nova cidade onde irá conhecer Hugo, Hannah e Thomas, conhecendo suas histórias e se tornando íntimos de suas vidas. O filme não é uma Julia Child da vida mas você os vê preparando alguns pratos entre uma cena e outra, que me faz invejar pessoas que realmente sabem cozinhar, como a capacidade criar um jantar lindo utilizando biscoitos, ovos e BALA DE MENTA.
E enquanto isso eles vão descobrindo suas falhas e verdadeiros sentimentos. Ele é um drama, mas um drama levezinho que é bom de assistir. E para completar os personagens ainda fazem uma viagem pela Europa entre seus países de carro o que deixa o filme ainda mais bonito.
Se você gosta de romancezinhos/amigos e comida eu recomendo.





P.s: o principal idioma do filme é inglês, o que me dificultou em achar esse trailler porque eu só estava achando ou dublado em espanhol ou dublado em alemão. O que acho que faz perder a graça porque não tem muito da oscilação de idiomas que falei. Então me desculpem a legenda em espanhol mas foi o melhor que achei (e tá facinho de entender).

Nota:



sábado, 27 de agosto de 2011

Retrospectiva - Férias de "inverno" parte 1

Postado por Hellen às 10:50 3 comentários
Post atrasado 2 semanas, mas faz de conta que não hein.
Férias de meio de ano é aquele mês para você recompor suas energias para o próximo semestre. Você não faz nada de emocionante a não ser morgar, assistir filmes, séries e ler livros no maravilhoso mundo do seu quarto. Só que dessa vez a preguiça tava TÃO grande que o saldo não foi lá dos maiores, mas bora lá:


Séries: The Glee Project e Switched at Birth



Começando pela maior zebra do verão americano:



The Glee Project [encolhe a barriga Alex]


Ninguém dava nada em The Glee Project, eu não dava nem um bigbig em The Glee Project, mas tava de férias, é uma reality de música, a série passa no pior horário da semana inteira(domingo a noite). Então...por que não?

De uma maneira inexplicável, assim como você cai por acaso em The Glee Project acaba até gostando e seguindo até o fim. O programa começa com 12 participantes e um deles vai ser o novo integrante de Glee por 7 episódios. Só que a série consegue ter algo melhor do que a maioria desses reality shows de música que estamos acostumados: uma edição decente que faz você se envolver mais com os participantes, começando aquela coisa de "não suporto fulano e amo cicrano".Além disso The Glee Project virou o verdadeiro "samba do crioulo doido": Era Ryan Murphy e sua trupe sambando na cara da sociedade enquanto os participantes sambavam na cara do Ryan Murphy. A loucura era tanta que no meio você desiste de entender o que é que o Murphy quer.Juntando a loucura de Ryan Murphy, Zach (o coreógrafo que esculachava todo mundo), Roberth (o diretor de elenco que passava 24 horas sorrindo) e Nikki (a produtora musical e mais surtada que o Murphy, em uma semana ela te amava na outra você era o preguiçoso sem versatilidade que devia ir para berlinda) ainda tinhamos os participantes que variavam de gente que se achava o lixo "eu com certeza vou para os 3 piores hoje", a superegos de "eu nem sinto isso como uma competição não vi obstáculo nenhum até agora" "fulano só ganhou a prova porque eu deixei". Meus preferidos nesse meio eram Damian e Marissa. Mas como sempre para quem eu torço nessas coisas são eliminados, nem tava botando muitas fichas. Daí que Marissa foi logo a 6ª eliminada. E Damian foi a maior zebra dentro dessa zebra, sendo levado aos trancos e barrancos até o final, escapando da "morte" certa no 7° episódio em que seu BFF e broromance Cameron, resolveu dá na cara de Ryan Murphy e pedir pra sair, deixando o Murphy sem "chão, céu e ar". O senhor Murphy ficou tão desnorteado que acabou jogando o "MAS EU JÁ ESCOLHI VOCÊ PARA GANHAR, VOCÊ NÃO PODE IR EMBORA", não nessas palavras mas deu para entender[nota: o 7° episódio TODO é hilário, com o tema de sexuality não podia dá em outra coisa]. Mas Damian mesmo não sendo "o melhor ator, cantor...zzz" era o mais cativante e amor daquele grupo todo: TODO MUNDO AMAVA O DAMIAN e suas sobrancelhas dançantes.


Seduzindo a sociedade



Diante disso Ryan Murphy deu seu braço a torcer e chegamos a:




...Damian you also won the glee project



No final Ryan Murphy achou que era Natal e resolveu dá prêmio a todos os finalistas. Com The Glee Project aloprando do primeiro ao último episódio, mas não me arrependo de ter acompanhado. No fim das contas foi muito mais divertido do que eu imaginava rendendo altas risadas, e fora que os clips produzidos por episódios eram muito bem feitos. Meu favorito foi o Mashup de "Under pressure" com "Ice Ice Baby", ver os participantes se matando enquanto se afogavam, congelavam e engoliam raspadinhas foi awesome:




Switched at Birth






A série mais fofinha do verão americano, a que faz você ficar "owwwwn". Comecei a assistir depois por indicação da Nanda do wanna be nerd e agora super recomendo. SaB é sobre a vida de Daphne e Bay, duas garotas trocadas no nascimento. Bay é criada pela tradicional família rica, e Daphne é criada pela mãe latina solteira no subúrbio, além de Daphne ser surda. Quando a troca é descoberta as meninas já estão com 15 anos e as famílias tentam começar a conviver, para começarem a se conhecer. O fator diferente tratado na série é a surdez, e o legal é que não é feito de uma forma "coitadinho" que as novelas insistem em tratar qualquer deficiência. Daphne é uma surda muito bem resolvida e ainda tem o seu BFF Emmett que é a fofura mór da série. Emmett defende seu orgulho surdo de uma maneira ímpar, e o melhor é ver ele trollando pessoas babacas. Assiste gente. Até agora só tem 10 episódios, e quando terminar você vai querer aprender a língua de sinais. O único lado negativo é: esperar até 2012 para continuar =(.


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Desafio Clássico

Postado por Hellen às 10:38 1 comentários

Mais um desafio. Eu adoro essas coisas de desafiar meus limites =O (que acabo não cumprindo 99% das vezes =// - vide uma lista de livros a serem lidos em Julho de 2009 que foi abandonada na metade). Mas dessa vez vai ser diferente, afinal não depende eu ter que ficar sem comprar livros compulsivamente. A Bell do Nem um pouco épico lançou um desafio bem interessante para lermos mais clássicos. Confesso que sou traumatizada com clássicos, especialmente nacionais desde que fui obrigada a ler Jubiabá na escola, foi o suficiente para eu criar repulsas a livros de Jorge Amado e não seguir mais em frente nesta área *triste*.Mas se passaram quase 10 anos e já tá na hora eu largar minhas mágoas do passado e vencer barreiras...

Eu me encontraaaaaarei, vou vencer distâncias. Não fraquejaaaaaarei...♪


O desafio é o seguinte. Ler 6 livros clássicos em 1 ano. É um livro para cada 2 MESES. EU TENHO QUE CONSEGUIR. E você irá me acompanhar aqui, pois cada livro lido terá sua resenha aqui para que vocês vejam como eu "a pessoa traumatizada" consegui, você também consegue caro leitor.

Meus livros inscritos são:
O sonho de uma noite de verão - W. Shakespeare
Hamlet - William Shakespeare
Os sofrimentos do Jovem Werther - J. Wolfgang Goethe
Memorial de Aires - Machado de Assis
O Sol também se levanta - Ernest Hemingway
Senhora - José de Alencar

Não nessa ordem, mas na que a vontade bater. O importante é cumpri-la. Comecei por "O Sol também se levanta", em breve aqui no BTC (I hope).


domingo, 24 de julho de 2011

A Solidão dos números primos - La solitudine dei numeri primi (2008)

Postado por Hellen às 16:12 1 comentários
Mattia tinha estudado que entre os números primos existem alguns ainda mais especiais. Os matemáticos os chamam de primos gêmeos: são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase vizinhos, porque entre eles sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente.
Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos, mas não o bastante para se tocar de
verdade.







Dois infelizes acontecimentos na infância de Alice e Mattia acabaram definindo todo o resto de suas vidas. É incrível como qualquer coisa mais marcante que aconteça nessa fase da vida acaba nos definindo mais do que caso a mesma coisa aconteça em um momento em que estivermos um pouco mais velhos.
Alice odiava esquiar mas seu pai a obrigava, queria que ela fosse uma grande campeã. A única coisa que Alice ganhou foi uma deficiência em uma das pernas que a acompanhou pelo resto da vida. Mattia tem uma irmã gêmea, Michela. Mattia é um gênio, Michela está muito longe de qualquer genialidade.Ela tem uma deficiência e passa a maior parte do tempo "viajando" ou tendo "ataques" e por isso as outras crianças não gostam dela e a querem ver de longe, o que faz de Mattia seu protetor durante todo o tempo. Mas no dia em que Mattia resolve pensar mais em si mesmo, acaba ocorrendo o sumiço de Michela.
Mattia nunca se perdoou e Alice nunca perdoou o pai. Ele começou a repelir o mundo, se isolando de tudo e tendo alguns ataques suicidas cortando a própria mão. Ela começou a tentar a ser aceita por um mundo que só a repelia. Depois da infância trágica eles se conhecem na adolescência é neste momento em que começa o enredo dos dois mesmo. De uma forma engraçada que ninguém sabia explicar eles se completavam perfeitamente, mas sempre tinha uma barreira invisível que os impedia de se unirem que nem eles mesmo sabiam explicar. Durante o livro acompanhamos Alice e Mattia, seu encontros e desencontros até a vida adulta.
Não é propriamente uma história romântica, na verdade tá bem longe disso. É mais uma história da vida como ela é mesmo. A leitura é super tranquila. E se não engano é o primeiro livro italiano que eu leio (acho super válido que as editoras também procurem trazer livros que não sejam sempre os de língua inglesa). E no desenrolar da história nós encontramos aqueles típicos personagens que a gente convive ou já conviveu na nossa própria vida. Até os números primos gêmeos como Mattia e Alice(na verdade teve uma época que por conflitos internos eu mesma me sentia um deles). Isolados e tão deslocados de todo mundo que os circunda. O livro não tem nenhuma super reviravolta, mas ainda assim não fica cansativo com a leitura.
Antes de fazer o post descobri que teve o filme italiano ano passado. Vou procurar para assistir futuramente. Deixo aqui o trailler a quem interessar, mas só achei com legenda no português de Portugal,ou então se joga no italiano quem pode =).

Nota:
 

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