sábado, 25 de junho de 2011

Em chamas - Catching Fire (2009)

Postado por Hellen às 16:40 1 comentários
ATENÇÃO: Se você não leu Jogos Vorazes e não quer spoilers do primeiro livro, nem leia.

O que eu posso começar dizendo de "Em Chamas" é leiam. Eu nunca fiz qualquer comentário sobre "Jogos Vorazes", que é o primeiro livro da série. Mas se vocês estiverem interessados em ver opiniões de leitores blogs é o que não falta. Eu indico a resenha da Kari, do Kariread , ela já diz muita coisa de "porque" você deveria começar a série.
Agora indo direto ao ponto de "Em Chamas", acho que um motivo para eu ter gostado mais ainda deste do que de Jogos vorazes é porque começa a envolver a parte política. Está mais explícita aquela parte manipuladora dos governos que vemos em livros futuristas como no "Admirável mundo novo", não exatamente da mesma forma, mas é sempre aquele futuro em que o governo te ludibria de viver em uma vida perfeita quando você faz parte daquela massa que detêm conhecimento, dinheiro e "poder". Enquanto os mais desfavorecidos que se lasquem para manter seu padrão de vida, mas você nem percebe porque é ignorante ou porque você não se importa mesmo. O que tem de novo na série (além dos jogos "carnificina das crianças") é que o lado desfavorecido é o da nossa protagonista Katinss. Ela vive a miséria em quase toda sua vida, então para ela entender esses luxos e desperdícios que nós (sim nós) estamos acostumados é uma coisa impossível. Mas esse não é o foco principal do livro. O que se passa a essa altura em Panem é que após a vitória inesperada de dois participantes na 74ª edição dos Jogos Vorazes, a Capital ficou virada na p**** e agora quer que Katinss dê um jeito na sujeirada que ela fez. Ao que tudo indica o ato de utilizar as amoras envenenadas como um truque de mestre no final dos últimos jogos vorazes foi um sinal de rebeldia, pois Katinss dizia a Capital "ou vocês tem dois vencedores ou não tem nenhum". E no fim ela ainda saiu vitoriosa, uma adolescente mal alimentada do distrito mais ferrado de todos desafia a Capital e ainda sai ilesa. Isso tudo leva os demais distritos a pensar em levantes contra a Capital mostrando que eles não são tão fortes quanto eles pensam. É nessa que o presidente Snow entra em cena e dá o aviso a Katinss de ou ela conserta essa bagunça toda convencendo ao mundo que o que ela fez foi o ato de uma adolescente cega de amor ou aqueles que ela ama vão pagar com suas vidas. A Capital não ia mesmo deixar isso passar assim fácil e muitas surpresas esperam por Katinss na 75ª edição dos Jogos Vorazes, dos quais ela devia ser mentora.Mas eu não vou falar muita coisa se não eu jogo spoiler e acabo com as surpresas do livro.
O que eu posso dizer é que para mim era tudo muito inesperado e bem projetado, até a arena desse ano faz a arena da 74ª edição ficar no chinelo. Eu tinha uma verdadeira montanha russa de emoções durante a leitura: uma hora eu ria que não me aguentava e na outra estava quase em lágrimas. Uma outra observação importante é que os livros são todos descritos na 1ª pessoa por uma adolescente, não é uma adolescente chata e mimada, mas não deixa de ser uma adolescente. Então muitas decisões e ações inesperadas da Katinss são tomados com ela pensando em si e em quem ela ama. Ela acaba sendo o símbolo de uma rebelião por algo que ela fez, mesmo que ela não estivesse pensando em uma rebelião quando causou este frisson todo, mas em dizer que ela não é uma peça de um jogo em que eles mudam as regras a seu favor quando decidem. Que ela é mais do que uma diversão à Capital e que pode virar o jogo a seu favor se ela quiser.


Nota:

P.s: se puderem leiam em inglês porque essa tradução ficou terrível. Tem horas que você tem que voltar dezenas de vezes para entender o que eles queriam dizer u.u.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bravura Indômita

Postado por Hellen às 16:03 4 comentários
Eu sou uma blogeira vergonhosa, eu cheguei a ensaiar e até fiz um rascunho tosco de um parágrafo para "O amor e outras drogas", "Cisne Negro" e o "Discurso do rei". Mas a preguiça batia e a inspiração faltava até que deixei pra lá, mas digo que os três são muito válidos, interessantes e bons de maneiras totalmente diferentes. Mas agora vou falar do último filme que assisti no cinema "Bravura Indômita" (True Grit, 2010).

"You must pay for everything in this world, one way and another. There is nothing free except the grace of God."

Logo de começo digo que antes nada me chamava para assistir Bravura Indômita, porque a única coisa que ouvia falar era que se tratava de um remake de um filme de faroeste dos anos 60. O quanto isso me empolgava? Algo bem próximo de zero. Mas aí vi uma mini matéria destas que a tv faz para encher lingüiça e ele pareceu que no mínimo seria engraçadinho. Ainda juntou o fato de ter Matt Damon + sotaque sulista, que já estava eu "vumbora pro cinema". E agora já posso dizer que ele é muito mais que um remake engraçadinho de um faroeste dos anos 60.
Bravura Indômita
conta a história de Mattie Ross (Hailee Steinfield), uma menina de 14 anos que está em busca do desgraçado Tom Channey (Josh Brolin),que matou seu pai, para que seja feita vingança. Por isto ela
contrata o federal Reuben Rooster Cogburn (Jeff Bridges), que é um homem velho, caolho e bêbado. Junto a isso ainda temos o ranger texano LaBoeuf (Matt Damon♥♥) que entra nesta busca ao tal Tom. Mattie não é uma adolescente comum, ela é muito mais inteligente que isso. É uma grande negociadora que não deixa ninguém lhe fazer de idiota, conseguindo sempre o acordo que deseja com o poder de persuasão que nunca tive. Caso alguém tente passar a perna ela tem sempre o seu "I have a good lawer". E ainda é religiosa o que a faz se ver como instrumento de Deus para fazer justiça pela morte de seu pai, colocando citações bíblicas no filme que melhoram mais ainda a obra.

"ThoughI walk the valley of the shadow of death, the creator of all things watches over me."

Mattie é interpretada por Hailee Steinfield, que teve sua indicação muito digna ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, contudo não acredito muito que a academia dê a ela o prêmio, mesmo sendo muito seja merecido. A participação do federal Cogburn, sendo interpretado por Jeff Bridges (*muitos aplausos*), também é um dos grandes triunfos do filme. Ele é o principal responsável pela comicidade em meio a tragédia, afinal alguém que seja caolho, bêbado e com uma arma na mão pode parecer até parecer o cúmulo do trash, mas digo que foi o toque essencial para o humor da história. Para completar as gargalhadas temos diversas cenas "OF LOOOOL" que me fizeram contorcer de tanto rir, como o suposto "urso" andando de cavalo. E a forma como eles falavam os absurdos na maior naturalidade tornava tudo ainda melhor.

LOOOOOOOOOOOL

Como cereja do bolo ainda temos Matt Damon fazendo o ranger TEXANO (eu estranhamente tenho uma simpatia enorme pelo Texas e seu sotaque). La Beouf, que é seu personagem, parece ser o mais "centrado" do grupo. Ma também não deixa de lado suas piadinhas com relação ao federal e estarem carregando uma "pirralha" junto na missão.

Trio Ternurinha em busca de altas aventuras.

Assim Bravura Indômita se torna um ótimo filme com excelentes personagens, e atuações idens. Se ganha o Oscar? Na minha muito humilde opinião acho difícil a academia dar o Oscar para eles, no máximo vai para o Jeff Bridges, mas ainda aposto que o Colin Firth leva o prêmio. Segundo a Dai (my sis =D) para ela Bravura Indômita ganha sim, por questão de Nacionalismo americano pride, não vou mentir que se ganhar vou ficar feliz \=D/(só domingo mesmo para sabermos no que vai dar, façam suas apostas). Mas independente de Oscar é muito bom de assistir então corre pro cinema antes que saia de cartaz GOGOGO.





Nota:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Os homens que não amavam as mulheres

Postado por Hellen às 13:34 6 comentários
Primeiro quero justificar que minha sumida desta vez não foi culpa minha, mas sim do meu provedor de Internet que resolveu simplesmente dar pane e me abandonar durante dias.

O livro da vez é o grande policial "Os Homens que não amavam as mulheres" (Män som hatar kvinnor, Suécia) do Stieg Larsson. O livro começa com um dos protagonistas, Mikael Blomkvist, sendo acusado por escrever e publicar um artigo difamatório na sua revista (Millenium) no qual denunciava um criminoso de colarinho branco por utilizar o dinheiro público da Suécia a seu favor. A primeira parte do livro me fez crer que o livro inteiro se trataria de crimes econômicos, o que apesar de um pouco confuso para minha cabeça lenta e a maioriadas pessoas dizerem que acharam essa parte chata e lenta eu já estava me empolgando pacas. Mas então o livro dá uma reviravolta quando Mikael recebe um telefonema de um outro grande empresário, Henrik Vanger, para fazer a investigação de um crime que ocorreu há 37 anos: o desaparecimento de sua sobrinha Harriet Vanger, a qual ele criava como filha. Paralelo a esta apresentação de Mikael também conhecemos Lisbeth Salander que é a verdadeira definição do Girl Power. Lisbeth é uma jovem que trabalha em uma empresa de investigação, mas é considerada como mentalmente incapaz de cuidar das próprias finanças pelo governo pois eles a consideram um retardada. Entretanto na verdade Lisbeth é uma das personagens femininas mais inteligentes já descritas, odeia qualquer fdp que abuse de mulheres e faz justiça com suas próprias mãos. Com o desenrolar da história Mikael e Lisbeth se encontram envolvidos para desvendar o caso de Harriet, cujo os suspeitos são todos os integrantes da família Vanger. E como um bom policial com grande suspense a toda hora você passa por dicas que vão se encaixando a todo o momento e os fatos te levam a suspeitar de um familiar de cada vez. Até que as coisas se esclarecem em um final surpreendente. Para complementar o suspense ainda existe o envolvimento de nazistas pseudo-religiosos que usam passagens da bíblia como desculpas para seus atos o que enriquecem ainda mais o suspense todo. Com tudo isso Larsson consegue nos trazer o que deve ser um dos melhores suspenses do ano da última década. O livro é o primeiro de um trilogia, e infelizmente vou ter que esperar muito para ler os próximos dois, mas pelo que dizem por aí parece que consegue ser ainda melhor que o primeiro =DD.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Les enfants de Timpelbach (2008) - A cidade das Crianças

Postado por Hellen às 09:02 3 comentários

Na vila de Timpelbach, as crianças afrontam os adultos e todas as formas de autoridade. Impotentes, os adultos decidem abandonar a vila, deixando-os a imaginar que todos partiram numa viagem. Quando as crianças se dão conta de que não existe um só adulto na vila, eles tomam conta de tudo, fazendo suas próprias leis









Estava na minha morgação de férias no sábado quando minha irmã encontrou este filme passando TC Premium. Como não estava fazendo nada mesmo..."bora assistir". E o filme até que me surpreendeu. Baseado em um livro francês "Les enfants de Timpelbach" de 1937, escrito por Henry Winterfield (não achei uma tradução do livro em português =/, mas se alguém achar faz sinal aqui) conta a história das crianças de uma cidadezinha onde todos os adultos resolveram se mandar para lhes ensinar uma lição (maturidade mil), mas para completar tais adultos um tanto desprovidos de esperteza se perdem e assim as crianças começam a viver por si próprias. As crianças de Timpelbach criam então um plano estratégico de funcionamento e segurança da cidade, mas acabam também se dividindo em dois partidos. O dos rebeldes revolucionários e o dos que querem que as coisas realmente funcionem e o qual é liderado por uma garota, Marianne.

Oscar, o vilão. Vive la révolution.

As crianças revoltadas bebem, fumam e passam o dia na jogatina como se não houvesse amanhã. As que ainda querem manter a cidade em pé para que não morram de fome ficam com o trabalho pesado e ainda tomam conta das mais novas como se elas mesmas não fossem mais crianças. Apesar de ser um filme infantil e para crianças ele consegue prender a atenção com diversos detalhes e ainda tirar risadas. Mas o mais legal é o cenário, figurino, fotografia, as cores são simplemente lindas. Achei muito bem produzido para a classe de filmes protagonizado por crianças que costumo ver. E para completarl ainda é em francês. Assistam e assistam o original (o dublado para variar tem aquelas vozes fanhas ridiculas que costumam colocar em crianças), acabei o filme querendo falar francês imediatamente.

Old movies

Postado por Hellen às 03:38 3 comentários
Primeiro post do ano. Assunto: filmes. Eu notei que tem MUITO clássico que eu vergonhosamente NUNCA vi. E resolvi começar a frequentar esta sessão da locadora nas férias para tirar o atraso de eras. Esta semana foram 3 filmes: Cantando na Chuva ; Dirty Dancing; Casablanca.

Cantando na chuva (Singing in the rain, 1952).
Don Lockwood e Lina Lamont são dois astros do cinema mudo que, com a chegada do som, devem fazer a transição também em suas carreiras. Enquanto Don se sai muito bem, Lina se aproveita o quanto pode de Kathy Selden, uma jovem que sonha em ser atriz, mas tem que trabalhar como escrava dublando a péssima voz de Lina. Quando Don se apaixona por Kathy, decide fazer de tudo para que o talento da amada seja finalmente reconhecido.



Esse acabou se tornando um dos meus musicais favoritos (sisegura Hairspray). O musical conta de uma forma fofa e muito engraçada a transição do cinema mudo para o falado. Don e Lina que são os grandes astros do cinema atual se vem no grande entrave de começarem a simplesmente falar em cena. O que consegue ser um problema maior ainda por Lina ter uma voz terrível, tanto quando fala quanto quando canta. Aliás é quando canta que as coisas ficam ainda piores. O filme mostra como a procura por uma dicção se tornou o grande desespero dos atores da época junto as tentativas da indústria para conseguir colocar um efeito sonoro no mínimo digno. O que mais me cativou neste filme é a forma tragicômica como tudo é mostrado, além das danças serem realmente incríveis, os musicais que normalmente assisto tem mais canto do que um boa dança. E Cantando na Chuva consegue reunir os dois com maestria. É uma comédia, musical, com uma boa pitada de sarcasmo. Se não assistiu ainda corre pra locadora(ou faz download, compra no balaio das Americanas, mas assista) =D.

Nota:


Dirty Dancing (1987)

Frances Houseman, conhecida como Baby, está passando férias com a família num resort nos Catskill. Um dia ela descobre onde os funcionários do hotel se divertem e dançam, e acaba se apaixonando por Johnny, o instrutor de dança. Quando a parceira de dança de Johnny fica grávida, ao se envolver com um dos garçons, a parceira de Johnny pede para Baby dançar em seu lugar. Mas o pai de Baby, quando descobre, não aprova, pois considera que Johnny irresponsável, pois tem para si que Johnny engravidou sua parceira e lhe pediu que fizesse um aborto.

'cause I had the time of my life...

Não, eu nunca tinha assistido a esse filme. Mesmo tendo passado incontáveis vezes na Sessão da Tarde. Não me discriminem u.u. Pela sinopse ele parece até um dos piores filmes da face da Terra. Mas não é, eu juro. Até gostei bastante. Minha opinião de Dirty Dancing é que ele é mesmo uma boa Sessão da Tarde (o que é raro, a partir do momento em que estamos cercados de coisas como Poulie o papagaio). O filme ao mesmo tempo que consegue ser brega é...afetuoso. O contexto em si é meio sem sal, menina adolescente meio que rebelde sem causa se apaixona pelo bonitão dançarino e o pai é contra. Mas Patrick Swayze super ganha a causa 'bringing the sexy back nos brega anos 80. Além de ter o famoso salto que ninguém consegue fazer e insistem tentar (por favor não tentem isso em casa).

Nota:

Casablanca (1942)

Casablanca: fácil para entrar, mas muito difícil para sair, especialmente se o seu nome estiver na lista dos mais procurados pelos Nazistas. No topo desta lista está o líder da resistência Tcheca, Victor Lazslo cuja única esperança é Rick Blaine, uma americano cínico que não arrisca seu pescoço por ninguém...especialmente pela mulher de Victor,Ilsa, sua ex-amante que partiu seu coração. Então, quando Ilsa oferece a si mesma em troca de um transporte seguro para que Laszlo deixe o país, o amargo Rick deve decidir o que é mais importante - sua própria felicidade ou as incontáveis vidas que estão em jogo.





Vou logo dizendo que eu esperava mais de Casablanca. Aqui ao contrário de Dirty Dancing o contexto é bem interessante. Pessoas fugindo de nazistas em uma cidade do Marrocos, esperando, epserando...um finalmente visto para ir para Lisboa e de lá para o Novo Mundo (aka América). De início eu tava até gostando porque tinha simpatizado também com o protagonista, Rick. Mas aí aprece uma mocinha songamonga que descarrila a história toda. Ilsa é uma personagem sem graça que havia se apaixonado por ele em Paris, mas acabou o abandonando e agora não sabe o quer da vida. Mas ela não é uma indecisa legal e independente como Scarlett de ...E o vento levou. Ela é uma indecisa chata e parasita, que fica pedindo favor e dizendo que ama um e outro. Enfim Ilsa consegue fazer o bom filme que poderia ser Casablanca a um pouco tedioso e com um final of LOL.


We'll always have Paris.
Nota:

sábado, 2 de outubro de 2010

Eu me desafio...

Postado por Hellen às 12:52 10 comentários
Hola personas. Hoje eu vim aqui me desafiar. O caso é que reparei que minha compulsão por comprar livros tem crescido cada vez mais e eu preciso guardar esta "Becky Bloom" maníaca por livros de dentro de mim.

PAAAARE

Fui fazer uma análise da quantidade de livros que tenho e destes quantos li e notei que não li quase a metade da minha estante. 'CABSURDO. O que acontece é que além de ler os meus, ainda leio os emprestados, alguns dos meus pais e os que fazem parte do clube do livro. Contudo a minha estante também tem contribuição da minha irmã, mas já que quanto a livros o que é meu é dela e vice versa então meu défict na leitura dos meus próprios livros tá péssima. Sendo assim eu me desafio a não comprar mais qualquer livro até acabar de ler a todos os atuais da estante, e vocês queridos leitores vão poder me acompanhar e me fiscalizar.

Tenham uma noção:

Total de livros:



89 (poucos eu sei, mas muito amados^_^)



Lidos e não lidos:

40 não lidos/ 49 lidos =O.

Bem fica fora do desafio os livros que porventura minha irmã comprar durante o período, porque aí já não sou mais eu quem controlo. E só deixo uma excessão para "Jogos Vorazes" e "Menina de Vinte" porque já tinha planejado a compra antes do desafio ok.

Ah e se quiserem podem me acompanhar no skoob também, lá vocês conseguem ver na parte "tenho" todos os que li e não li e se quiserem que fale de algum em especial é só pedir =).

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

'Num' gostei...

Postado por Hellen às 15:38 4 comentários
"Quem é vivo sempre aparece". Ma estou com planos e até devo criar um desafio a mim mesma para tentar manter o blog vivo, eu realmente gosto disto aqui, só não sei administrar meu tempo para mantê-lo ativo mas vou tentar, mais uma vez, fazer ele continuar a funcionar. Desta vez venho falar dos dois últimos livros que li, esperava horrores e acabei decepcionando =(.

A última música - Nicholas Sparks

Sinopse:
"Verônica Miller teve sua vida virada de cabeça para baixo quando seus pais se divorciaram e seu pai se mudou de Nova Iorque para Wilmington Beach. Três anos depois, ela continua zangada e alienada em relação aos seus pais, especialmente seu pai... até que sua mãe decide que seria melhor para todo mundo se Ronnie e seu irmão, Jonah, passassem o verão em Wilmington Beach. O pai de Ronnie, pianista e ex-professor, vive uma vida tranquila na cidade de praia, imerso na criação de um vitral para a igreja local."


Eu devo ter batido meu recorde da lerdeza na leitura deste livro. Um dos motivos é que era em inglês (fail =/), o outro era que a história em si não fluia muito. [Pequena pausa para fato curioso:Um dos pontos interessantes do livro é que ele foi criado após o roteiro do filme que na verdade foi uma jogada da Disney para tirar a Miley Cyrus do círculo infantil, mas minha mente seleta não conseguia enxergar a Miley como a Ronnie, minha cabeça simplesmente cria o personagem mas caso tenha algum ator que eu tenha visto na vida que se encaixe naquele papel ele entra, se não fico com minha pessoa ainda inexistente na imaginação mesmo. Na maioria das vezes acontece a minha criação mental mesmo que foi o que aconteceu com o Will, mas com a Ronnie eu não sei porque minha imaginação insistiu com a India Eisley então foi para mim vai ser ela mesmo :D.] Fim da pausa.
O livro tem uma coisa interessante a qual eu não estava acostumada e achei um ponto positivo: cada capítulo era o nome de algum personagem narrando o ponto de vista dele, em tais situações, mas na 3ª pessoa. Só que isso fez com que eu tivesse um "contato maior" com 3 personagens em particular: Ronnie, Will e Steve. O que me incomodou muito no início porque a Ronnie era rebelde demais, mimada demais, fazendo questão de ser insuportável o tempo todo. No resto do livro ela até melhorou mas a "mimação" continuava aflorando, não deu para simpatizar com ela mesmo. Já Will era o cara perfeito (irreal) demais, que instatanemente se apaixona por Ronnie, e tem paciência para todos os ataques de rebeldia dela, também não me convenci com ele. E por fim Steve, dos personagens que mais foram destacados no livro ele é o melhor, a única coisa é que ele é bondoso demais ( não que eu não acredite que existam pessoas assim ainda mais quando é pai e filha), mas o que eu não gostava mesmo nos capítulos dele era a constante volta aos passados na vida dele que não influenciam em NADA na história. E aí tá o meu maior problema com esse livro, a história se amaaaarra demais, não acontece nada lá muito empolgante, quando a coisa começa ficar interessante já tá no final. E quanto aos demais personagens são todos tratados muito superficialmente e quase nada influenciam na história: Marcus que era para ser o "vilão" da vez, se resume a um simples psicopata que gosta de fogo, nem vou citar os amigos dele. Na verdade dos personagens terciários a única que poderia se salvar como uma pessoa com história interessante é a Blaze, mas ela quase não é tratada. Resumindo: O livro é de uma leitura simples, não muito empolgante, com personages "alguma coisa demais", sendo extremos o tempo todo. Mas ele até consegue ser uma leitura razoável se quiser passar o tempo e não tiver opções bombando, só não recomendo ler o Epilogo porque a sessão da tarde mandou um beijo para aquela parte.

Quem tem medo de escuro? - Sidney Sheldon
"Quatro pessoas morrem em circunstâncias diferentes em Nova York, Denver, Berlim e Paris. Entre elas, uma ligação: todas trabalhavam para a KIG, Kingsley International Group, uma importantes empresa de pesquisa de alta tecnologia, envolvida em estratégia militar, telecomunicações e questões ambientais. E a polícia logo percebe que as mortes não foram acidentais. Kelly e Diane, jovens viúvas de duas das vítimas, são convidadas para um encontro com o presidente da KIG, em Nova York, que assegura estar fazendo todo o possível para desvendar as mortes de seus maridos. Mas as duas passam a ser alvo de sucessivas tentativas de assassinato. Apavoradas e sem entender o porquê, acabam por ser tornar aliadas em um jogo mortal, no qual apostam as próprias vidas para descobrir a verdade, que envolve segredos aterrorizantes que a KIG luta para ocultar, e uma trama poderosa que pode afetar o destino do planeta."

DECEPÇÃO.DECEPÇÃO.DECEPÇÃO. Tá eu posso tá exagerando, mas este foi o primeiro livro do Sidney que eu li, e as pessoas super me recomendavam ele por eu já ♥ a Agatha Christie, então me diziam que ler este seria tão bom quanto. Mas não foi. O livro girava no centro de duas personagens que passam o tempo todo fugindo para descobrir quem assassinou seus maridos. Mas não é aquele livro de suspense em que a cada hora se tem uma dica do que pode ter sido e você tem que ser bem atento para captar tudo, não mesmo. O livro é feito de constantes flashbacks das protagonistas com seus falecidos maridos que não contribuem em nada, resumindo: Pura enchição de lingüiça. A revelação do caso é feita de uma forma grotesca e brusca, nada inteligente, nada que te prenda, nada que faça você querer ir cada vez mais fundo no caso. Uma simples leitura para você passar o tempo, nada demais.
P.s: Eu não desiste do Sidney, ainda vou voltar a ler outros livros dele. Creio que esse pode ter sido só uma recaída dele. Afinal o"mestre do jogo narrativo" deve ter muito mais a oferecer.

Nota dos dois:

O que eu acho que aconteceu com os livros foi uma expectativa grande demais não correspondida por mim. "A última música" já vi ser listado várias vezes por diversas blogueiras como livro favorito e "Quem tem medo de escuro?" me foi indicado por vários amantes do suspense como eu. Mas por questão pessoal não consegui me identificar com nenhum dos dois. Alguns livros simplesmente não conseguem me captar como a maioria, poderíamos dizer que caso eu fosse um gato eu seria o um entre dez que não prefere Whiskas.



 

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